Imprevidência Boçal

A imbecilidade que governa nossa sociedade conseguiu disseminar a ideia de que a chamada “reforma” da Previdência é necessária.
De parlamentares de esquerda a dirigentes sindicais, são inúmeras as vozes que deveriam estar alinhadas na defesa da Classe Trabalhadora, mas, ao contrário, repetem o bordão da “necessidade” da reforma. Tentemos achar a raiz do debate.
O Estado deve prover os desamparados? Ou os deve abandonar à indigência? Note-se que não me refiro à indigência intelectual, melhor característica deste que é o gabinete de mais baixa inteligência da história do Brasil.
O Velho Testamento e o Corão são textos que afirmam a necessidade de proteção aos idosos, viúvas, órfãos e desamparados em geral. Não deixa, pois, de ser irônico que um governo pretensamente representativo de cristãos proponha a PEC 6/2019, cujo objetivo é DESTRUIR a Previdência Social.
De voltae: se sua resposta à pergunta declarar que o Estado NÃO DEVE prover os desamparados, pare de ler aqui. Discordamos frontalmente, e nada temos em comum.
No entanto, se você concordar que o Estado deve cuidar de quem não se pode manter, vamos em frente com outra pergunta:
- esse cuidado é um NEGÓCIO, que deve observar equilíbrio fiscal e, se possível, gerar lucro?
- ou é um direito humano fundamental?
Por sua vez, se sua resposta reconhece a Previdência como direito humano fundamental, ela não pode proteger apenas quem puder pagar. Ao contrário, esses são os que menos necessitam da Previdência.
E ela dá lucro, porém, deixemos o dado de lado. Lucrativa, ou não, esse debate é secundário. O que de fato importa saber é: qual o objetivo da Ditadura Nacional-Bocialista na Previdência?
A resposta é simples: DESVIAR DINHEIRO DOS TRABALHADORES, PARA OS PATRÕES. Esqueça o papo de “justiça” e de “combate a privilégios”. São tão verdadeiros quanto a “mamadeira de piroca” em que milhões acreditaram.
Os reais objetivos são:
- isentar o Patrão de pagar a contribuição previdenciária;
- reduzir brutalmente o acesso aos benefícios.
E dois instrumentos foram idealizados para atingir essas metas:
(i) o regime de capitalização, no qual os novos contribuintes serão desafiados a sobreviver com o resultado do que cada trabalhador poupar, sem contribuição patronal;
(ii) a desconstitucionalização dos direitos previdenciários, que sairão dali para uma Lei Completar, na conhecida tática do “cheque em branco, ao Ditador”.

 

Por Normando Rodrigues
Via Sindipetro NF

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