A Petrobrás apresentou dia 7 a minuta da proposta de regramento da Participação nos Lucros ou Resultados (PLR). Em reunião no último dia 04, o Conselho Deliberativo da FUP já havia se posicionado pela rejeição da proposta, após avaliar a carta de encaminhamento com os principais pontos da nova metodologia, que altera profundamente o acordo pactuado com os trabalhadores em 2013.
A proposta da Petrobrás impõe retrocessos que não podem ser aceitos pela categoria. É o caso da vinculação com o Sistema de Consequências, o que significará mais punição para os trabalhadores.
Além da precarização das condições de trabalho e dos riscos cada vez maiores a que são submetidos, os petroleiros serão ainda mais penalizados por uma ferramenta utilizada para tudo, menos garantir a segurança.
As assembleias começam dia 11/12 e seguem até a sexta-feira para avaliação do novo regramento da PLR de acordo com a tabela. O indicativo da FUP é de rejeição da proposta apresentada pela Petrobrás.


O pagamento da PLR 2018 está garantido pelo atual acordo, que tem validade até 30 de março.

Indicadores distantes dos trabalhadores
Aumenta de seis para oito os indicadores da PLR. Inclui um indicador financeiro e outro de produtividade, que se baseia no efetivo de trabalhadores. Ou seja, os indicadores passam a ter um foco muito mais financeiro e mercadológico do que de produção, o que dificultará os trabalhadores de se enxergarem nas metas.

Sistema de consequências
Serão aplicados descontos de 10% para os trabalhadores punidos com advertência por escrito e 20% para quem tenha sido punido com suspensão. Ou seja, a Petrobrás quer impor critérios individuais à PLR, que deveria ser um programa focado em resultados coletivos.

PLR só com lucro
Na carta de encaminhamento da proposta, a Petrobrás afirma que “a metodologia de pagamento da PLR somente será aplicada quando a companhia obtiver lucro líquido no exercício”. Ou seja, a empresa descarta a possibilidade de pagamento, mesmo que as metas de produção sejam atingidas.

Sem garantia de adiantamento
A Petrobrás pretende avaliar anualmente, entre novembro e janeiro, se fará ou não o adiantamento da PLR. Em caso de adiantamento, caso não seja consolidado o lucro, o trabalhador sofrerá descontos dos valores recebidos.

Os trabalhadores da Refinaria Abreu e Lima, em Pernambuco, passaram por um grande susto na manhã desta terça-feira, 04, durante um incêndio que atingiu uma torre da unidade de Coqueamento Retardado (U-21). A emergência teve início por volta das 06h40 e só foi controlada às 09h, após o fogo ser debelado. Por sorte, ninguém se feriu durante o acidente, que ocorreu menos de quatro meses após a grave explosão que atingiu a Replan na madrugada de 20 de agosto.

A Petrobrás informou que a unidade atingida pelo incêndio está paralisada. A Abreu e Lima é uma das refinarias que está na mira dos gestores para ser privatizada e tem sofrido uma série de problemas em função dos desinvestimentos. “Acidentes como este são consequência de redução de efetivos e falta de manutenção, além de outros problemas graves de gestão”, revela o coordenador do Sindipetro-PE/PB, Rogério Almeida.

Não é de hoje que a FUP e seus sindicatos vêm alertando a Petrobrás para os riscos de um grande acidente industrial nas unidades operacionais, em função dos cortes de efetivos e do desmonte que a empresa vem passando. A situação foi agravada após a saída de cerca de 20 mil trabalhadores nos planos recentes de desligamento (PIDV), que levaram os gestores a implantarem de forma unilateral estudo de reestruturação de efetivos (Organização e Métodos -O&M), que reduziu ainda mais os quadros de trabalhadores nas áreas operacionais. 

A redução de efetivos gerou um déficit imenso de técnicos de operação, de manutenção e de segurança, comprometendo os processos de manutenção. As paradas foram reduzidas e, quando ocorrem, não há o devido acompanhamento dos técnicos da Petrobrás por falta de trabalhadores próprios. As refinarias foram as unidades mais afetadas e se transformaram em bombas-relógio.

[FUP]

A Petrobrás informou nessa quarta-feira, 28 de novembro de 2018, que assinou com a petroleira anglo-francesa Perenco, contratos para a cessão da participação total nos campos de Pargo, Carapeba e Vermelho, o chamado Polo Nordeste, localizados na Bacia de Campos, em águas rasas na costa do estado do Rio de Janeiro. Na mesma ocasião, anunciou o acordo com a 3R Petroleum para a cessão da participação total em 34 campos de produção terrestre na Bacia Potiguar. O anuncio (teaser) pela Petrobrás dessa venda da totalidade de seus direitos de exploração, desenvolvimento e produção nesse conjunto de campos foi feita em 28 de julho de 2017. A venda dos campos de Pargo, Carapeba e Vermelho representa mais uma etapa da política de privatização da Petrobras que se iniciou com a gestão do Governo Temer em 2016. O campo de Pargo foi descoberto em 1975 e os campos de Carapeba e Vermelho em 1982 e sua produção inicia-se em 1988, momento em que a Petrobrás exercia o monopólio na exploração de petróleo no país. Em 1998, na chamada Rodada Zero, essas concessões foram outorgadas à Petrobras, quando passou a operar no regime de concessão.

O sistema de produção desses campos é integrado e consiste em sete plataformas do tipo jaqueta fixa, que é exportada através da plataforma de Garoupa (PGP1), seguindo através de oleoduto para o continente até o terminal de Cabiúnas. As sete plataformas em operação nesses campos possuem diretamente nas suas operações cerca de 280 funcionários da Petrobrás. Assim, a primeira preocupação está no destino destes trabalhadores, irão para outras unidades da Petrobrás ou continuarão trabalhando nestas unidades em regime de contrato? Além disso, estes três campos foram vendidos no valor de US$ 370 milhões (cerca de R$ 1,4 bilhões). Apesar do valor aparentemente alto, se torna irrisório se comparado com o potencial dos três campos. Segundo estimativas com base em dados fornecidos pela ANP, as reservas atuais (outubro de 2018) dos campos de Pargo, Carabepa e Vermelho são de 1,5 bilhões de barris de petróleo e 6,7 bilhões de metros cúbicos de gás natural.

Para se ter uma ideia da magnitude dos recursos que ainda serão gerados nestes campos, se considerarmos o preço do barril em outubro de 2018, equivaleriam a R$ 441 bilhões. Montante 440 vezes maior que o arrecadado pela Petrobrás com a venda e obviamente, valores que justificam o interesse da empresa europeia. Chama atenção ainda que o descaso da Petrobrás com os campos maduros da Bacia de Campos não se deve apenas a essa privatização, como se fosse um fato isolado, pois há tempos vem diminuindo investimentos na região, tanto em relação a redução do número de trabalhadores, quanto com a manutenção de maquinas-equipamentos e com os investimentos secundários nos campos. Por serem campos maduros, sua produção depende desses investimentos, que possibilitam a manutenção da produção.

Quando acompanhamos a produção destes 3 campos somados, de 2015 a meados de 2016, esteve na média de 19 mil barris por dia. A partir de julho de 2016, após implantação das novas políticas pelo então presidente da empresa, Pedro Parente, a produção dos três campos diminui de forma drástica, caindo para cerca de 11 mil barris por dia. Considerando os preços do barril de petróleo nos seus respectivos meses de extração e uma produção constante de 18 mil barris, o valor não produzido pela Petrobrás, nesses três campos, em pouco mais de dois anos, foi de R$ 1,18 bilhões, muito próximo do valor que conseguiu vendendo os campos. Esta é mais uma demonstração dos efeitos perversos para a Petrobrás (e, como empresa estatal, para o povo brasileiro) da decisão equivocada de reduzir investimentos na Bacia de Campos, assim como a venda de ativos da empresa. A privatização dos campos maduros brasileiros para as empresas estrangeiras, apenas representa o triste desfecho de uma política de descaso e entrega do patrimônio público do país, trazendo muitas perdas materiais e incertezas quanto a capacidade produtiva. Infelizmente as políticas executadas pelo próximo governo parece irem no mesmo sentido, de recolocar o Brasil na sua trajetória de subdesenvolvimento.
DESCASO DA PETROBRÁS COM CAMPOS MADUROS FAZ POPULAÇÃO BRASILEIRA PERDER

[FUP]

Beneficiada por indicadores externos, como a valorização dos preços do barril de petróleo e a subvenção do diesel pelo governo federal, a Petrobrás fechou o terceiro trimestre de 2018 com um lucro líquido de R$ 6,64 bilhões. Apesar do valor ter caído 34% em relação ao trimestre anterior, quando a empresa registrou R$ 9,7 bilhões de lucro líquido, a Petrobrás já acumula R$ 23,6 bilhões de lucro em 2018. Os resultados positivos da empresa são reflexos, principalmente, do aumento de 81% do preço do barril do petróleo, registrado entre os terceiros trimestres de 2017 e de 2018.

“Como vínhamos avisando, a crise pela qual a Petrobrás passou foi eminentemente conjuntural e não estrutural, como alegavam os gestores e o mercado para justificar as privatizações”, afirma o coordenador da FUP, José Maria Rangel. “O caminho para a recuperação da empresa é retomar os investimentos e não o contrário. Os resultados da companhia refletem isso”, destaca.

O lucro da Petrobrás neste terceiro trimestre poderia ter sido maior, não fossem os R$ 3,5 bilhões que a empresa despendeu com os acordos judiciais firmados em 27 de setembro com as autoridades dos Estados Unidos para encerrar investigações do Departamento de Justiça (DOJ) e Securities & Exchange Commission (SEC).

Assim como no trimestre anterior, o resultado da companhia também foi impulsionado pela ampliação da sua participação no mercado de derivados (o volume de vendas aumentou 2,9%), principalmente em função do subsídio do diesel. “Com o preço subsidiado, a Petrobrás ocupou o espaço das importadoras de derivados e, por outro lado, recebeu um montante compensatório de subvenção na ordem de R$ 1,6 bilhão neste terceiro trimestre”, explica Rodrigo Leão, diretor técnico do Instituto de Estudos Estratégicos de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis Zé Eduardo Dutra (Ineep).

Outro fator que tem sido determinante para os resultados positivos da Petrobrás é a alta produtividade do Pré-Sal, que, em setembro, atingiu a marca de 1,783 milhão de barris de óleo equivalente por dia, o que já representa 55,8% de toda a produção brasileira. Não à toa, o segmento de Exploração e Produção (E&P) da empresa registrou lucro operacional de R$ 12,3 bilhões no terceiro trimestre, um aumento de 190% em relação ao mesmo período de 2017.

Só o E&P consumiu 89% dos R$ 32,3 bilhões de investimentos feitos pela Petrobrás ao longo dos três trimestres do ano. Neste terceiro trimestre, os investimentos do setor cresceram 39%, retomando a um patamar próximo ao do terceiro trimestre de 2015. Para Rodrigo isso reflete a intenção da empresa em acelerar a produção do Pré-Sal. Ele, no entanto, alerta que, apesar do potencial destas reservas, "a produção de petróleo e LGN diminuiu 5% em relação ao segundo trimestre de 2018, principalmente pela cessão dos direitos de parte de Roncador”.

Mesmo com a desaceleração dos desinvestimentos, a Petrobrás já acumula R$ 16,8 bilhões em vendas de ativos neste ano. “Precisamos saber se, apesar do Pré-Sal, a trajetória declinante da produção reverterá de forma estrutural o ciclo de queda dos investimentos”, destaca o diretor técnico do INEEP. Outra dúvida que, segundo ele, precisa ser esclarecida é se a maior participação da Petrobrás no mercado de derivados é artificial, já que a companhia foi altamente beneficiada pela política de subvenção do diesel.

O fato é que os resultados positivos deste terceiro trimestre demonstram que a Petrobrás tem plenas condições de ampliar seus investimentos, aumentar a produção e coordenar o mercado de derivados brasileiros, como defendem a FUP e seus sindicatos. “Cabe esperar os próximos resultados da companhia para avaliar se a retomada dos investimentos, principalmente no E&P, é um fenômeno estrutural ou conjuntural”, ressalta Rodrigo.

[FUP]

Em reunião com a FUP nesta quarta-feira, 07, a Petrobrás apresentou os principais pontos que pretende discutir com as entidades sindicais sobre uma nova metodologia de regramento da Participação nos Lucros e Resultados (PLR). O atual acordo pactuado com a FUP e seus sindicatos tem validade até 30 de março de 2019, mas, segundo a Petrobrás, a Secretaria de Coordenação e Governança das Empresas Estatais (SEST) estabeleceu prazo até o final de novembro para que as estatais apresentem indicadores e metas para a PLR referente ao exercício de 2019.

Alguns dos tópicos pautados pela Petrobrás na reunião alteram profundamente a metodologia e os indicadores aprovados pelos trabalhadores em 2014. A empresa quer, por exemplo, discutir conquistas importantes, como a antecipação do pagamento e a garantia de participação nos resultados quando não houver lucro. Além disso, os gestores pretendem incluir o sistema de consequências no processo de discussão da nova metodologia.

No que diz respeito aos indicadores, a Petrobrás propõe conciliar metas que já foram aprovadas pelo Conselho de Administração da empresa e as novas orientações estabelecidas pela SEST, como indicadores de produtividade e de política pública. A FUP questionou as intenções da empresa e afirmou que esse debate não pode ser feito de forma açodada, destacando que a o pagamento da PLR é garantido por Lei e que as resoluções e orientações da SEST não podem se sobrepor à legislação.

Novas reuniões para tratar deste tema serão agendadas para as próximas semanas.

Resultados do terceiro trimestre

Antes de ouvir os gestores da Petrobrás sobre as mudanças propostas para PLR, a FUP e os técnicos do DIEESE e do INEEP (Instituto de Estudos Estratégicos de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis Zé Eduardo Dutra) questionaram alguns dados dos resultados financeiros e operacionais da empresa no terceiro trimestre. Houve questionamentos em relação ao impacto dos desinvestimentos no ritmo da produção e na perda de mercado, em função das privatizações a toque de caixa que foram feitos pela gestão de Pedro Parente.

“O lucro da Petrobrás é sustentado, principalmente, pelo Pré-Sal, cujos investimentos feitos no passado estão sendo colhidos agora. As privatizações e desinvestimentos destes últimos três anos vão impactar profundamente os resultados da empresa no futuro próximo”, afirmou o coordenador da FUP José Maria Rangel. Junto com os técnicos do DIEESE e do INEEP, ele participou de um bate papo ao vivo pelo facebook da FUP, onde esclareceram os principais pontos do balanço da Petrobrás e os impactos destes resultados para o povo brasileiro.

[FUP]

                           Criminosos tentam furtar nafta de tubulação da Petrobras na zona leste de São Paulo

 

A tentativa de furto de produto químico de dentro de um duto da Petrobras causou na madrugada desta quarta-feira (26) a remoção de 53 moradores na zona leste de São Paulo. A Cetesb (Companhia Ambiental do Estado De São Paulo) afirmou que criminosos estiveram em um galpão industrial, na Vila Jacuí, e que, a partir do galpão, cavaram um túnel até atingirem um duto da Transpetro, subsidiária da Petrobras para área de transportes, que transportava nafta –derivado do petróleo e altamente inflamável.

O nafta, que é utilizado como matéria-prima para a fabricação de solventes, pode liberar vapores inflamáveis que podem atuar como depressores do sistema nervoso. Os principais sintomas para quem inalar os vapores do produto são irritação das vias respiratórias, náuseas, dor de cabeça, tontura e vertigem, entre outros sintomas.

A Transpetro informou que constatou um furto de combustível na estrutura do oleoduto Osvat 22, que liga os terminais de Guarulhos e São Caetano do Sul (Grande SP), na altura do bairro Jardim das Camélias. A empresa afirmou que as operações do duto foram imediatamente interrompidas e que mobilizou equipes de emergência para estancar o vazamento e realizar o reparo na estrutura, que foi concluído por volta do meio-dia.

A Cetesb informou que cerca de 136 mil litros de nafta foram recuperados até as 14h desta quarta, e levados para o terminal de Guarulhos. Depois, o produto será enviado a Guararema, na região metropolitana de São Paulo.

Técnicos continuam o trabalho no local para conter o nafta vazado. Uma pequena quantidade do produto ainda escorre pelo solo, atingindo o córrego do Limoeiro, segundo a companhia. As equipes avaliam se houve contaminação do lençol freático.

De acordo com a Cetesb, o duto foi danificado e parte do produto se infiltrou por debaixo de algumas casas. Como havia risco de explosão, 53 moradores tiveram que deixar suas casas ao longo do dia.

Segundo a Cetesb, a Defesa Civil e a Petrobras, ainda não é seguro que as famílias retornem para suas casas. Por isso, 24 pessoas foram encaminhadas para hotéis e 29 foram para casas de parentes.

A Polícia Civil comunicou, por meio de nota, que foi instaurado inquérito para investigar o caso. Representantes da imobiliária que alugou o galpão industrial aos criminosos foram intimados a prestar depoimento.

A Transpetro informou que está colaborando com as investigações. A empresa disse ainda que que está tomando todas as medidas necessárias para garantir a segurança da comunidade e que preza pela segurança de suas operações, do meio ambiente e das pessoas.

 

[Folha de São Paulo]

Por volta de 175 ex-empregados da Petrobrás ainda não receberam o pagamento da PLR 2017, de acordo com documento enviado à Federação Única Dos Petroleiros hoje (06/11).

Segundo a empresa, o atraso se deu devido a problemas que demandam análise individual e liberação manual de cada pagamento, que deve ser concluído até o final deste mês.

Para os trabalhadores que desejam entrar em contato com o departamento de Recursos Humanos, está disponível o telefone 0800-287-2267.

A Petrobras divulgará amanhã (06/11) o seu balanço do 3º trimestre de 2018. A expectativas é de que a empresa obtenha um lucro ainda maior que o observado no 2º trimestre de 2018 (R$ 9,7 bilhões), mesmo com a queda na produção de petróleo e gás.

Segundo estimativas do Instituto de Estudos Estratégicos de Petróleo, Gás Natural e Bicombustíveis (Ineep), o lucro líquido deverá ser de R$ 11 bilhões caso a Petrobras não considere, neste momento, a provisão de US$ 853,2 milhões (estimados em R$ 3,6 bilhões) referente ainda ao acordo pela empresa para encerrar as investigações do Departamento de Justiça e da Securities & Exchange Commission (SEC), nos Estados Unidos. Caso a Petrobras realize essa provisão o lucro líquido estimando será de R$ 8,3 bilhões.

Esse possível lucro será fruto (i) da elevação de 81% do preço do petróleo (R$ barril), entre o 3º trim. de 2017 e o 3º trim. de 2018, e da expansão de 30% das exportações de petróleo cru, na comparação com o mesmo trimestre no ano anterior, (segundo estimativas do Inepp); e (ii) da mudança na estratégia do refino, em curso desde o 2º trimestre de 2018, após a greve dos caminhoneiros, quando a Petrobras passou a desempenhar um papel ativo (deslocando a importações de terceiros e ampliando a carga processada das refinarias) dada sua posição de price maker (formador de preço), o que lhe possibilitava manter maiores margens.

O subsídio fornecido pelo governo federal à Petrobras, depois da greve, deve reduzir a participação dos importadores no segmento de diesel. Com os preços internos mais baixos que os praticados internacionalmente, a Petrobras tem ocupado a parcela de marcado dos importadores e, ao arcar com esse diferencial de preço, tem sido ressarcida pelo governo federal, o que implica um aumento das suas receitas e redução das importações de terceiros. Somente no mês de julho, a estatal brasileira recebeu do governo federal mais de R$ 870 milhões referente a este diferencial. Segundo o Ineep, a receita da Petrobras considerado exportações, refino e o subsídio de diesel deve subir cerca de 26% neste 3o trim. de 2018.

Em relação ao E&P, a receita de vendas estimada deverá crescer 55,5% em relação ao trimestre do ano anterior. Esse aumento  decorrerá basicamente do aumento de 44% do preço do barril internacional do petróleo (Brent) associado à desvalorização cambial (preço saltou de R$ 164 para R$ 297), pois a produção de petróleo e gás nessa comparação caiu 8,3% em virtude das paralisações das plataformas Cidade de Angra dos Reis (P-25) e Cidade de Maricá (P-31) e da conclusão da venda, para a Equinor, de 25% do campo de Roncador na Bacia de Campos.

No que tange à área de abastecimento, a receita de vendas estimada deverá elevar-se em 49%, no cotejo com mesmo trimestre do ano anterior, fruto (i) da expansão estimada de 140% da receita de vendas com exportação de petróleo cru (com a expansão de 10% na quantidade exportada e o aumento do preço do Brent); e (ii) das receita de vendas com derivados estimada (refino) deverá crescer 44%.

Cabe observar que o nível de utilização do parque de refino da Petrobras no 3º trimestre deve ficar abaixo dos 81% do 2º trimestre em virtude do incêndio ocorrido na Replan. Essa refinaria é a maior do país e está funcionando com apenas metade de sua capacidade desde agosto de 2018. Com isso, os custos com produtos vendidos deverão aumentar com a ampliação da importação decorrente da menor utilização da Replan.

Essa expansão, tanto do E&P como do abastecimento, deverá proporcionar um EBITDA ajustado (lucro antes de juros, depreciação e amortização) da ordem de R$ 30 bilhões. Pelo lado do endividamento, os resultados do balanço deverão sinalizar a política em curso de acelerada desalavancagem (relação dívida líquida/LTM EBITDA de 2,5 em 2018) que tem como um de seus eixos a estratégia de adiantar o pagamento de dívidas junto aos seus credores. Com o provável aumento do EBITIDA ajustado e o processo de desavalancagem a relação dívida líquida EBITIDA deve reduzir em relação ao 2º trimestre de 2018.

Os possíveis resultados operacionais e financeiros do balanço do 3º trimestre de 2018 da Petrobras devem evidenciar uma melhora do cenário externo para a Petrobras (aumento do preço do Brent), a importância do refino para a geração de caixa da empresa e melhora no perfil da dívida. Além disso, nota-se uma reorganização do mercado de derivados a partir dos subsídios fornecidos pelo governo federal. No entanto, cabe o alerta de que as melhoras dos resultados estão associadas à política de subsídios, venda de ativos e aumento de preços, o que reforça a lógica de curto prazo da atual gestão e deixa dúvidas sobre a sustentabilidade desses resultados no longo prazo.

 

[INEEP]

As propostas que os candidatos à Presidência do país, Fernando Haddad (PT) e Jair Bolsonaro (PSL), apresentam em seus programas de governo para a Petrobrás estão em caminhos opostos.

No documento protocolado no Tribunal Superior Eleitoral, Haddad propõe que a estatal retorne à “sua função de agente estratégico do desenvolvimento brasileiro, garantindo-a como empresa petrolífera verticalizada — atuando em exploração, produção, transporte, refino, distribuição e revenda de combustíveis — e como empresa integrada de energia, presente no ramo de petróleo e em biocombustíveis, energia elétrica, fertilizantes, gás natural e, sobretudo, petroquímica”.

No sentido contrário, Bolsonaro defende “promover a competição no setor de óleo e gás, beneficiando os consumidores. Para tanto, a Petrobrás deve vender parcela substancial de sua capacidade de refino, varejo, transporte e outras atividades onde tenha poder de mercado”. Confira no programa registrado no TSE.

Há diferença considerável ainda entre os programas no que diz respeito ao detalhamento do que é proposto para a Petrobrás. No caso de Haddad, o programa se atém de modo mais específico, cita a recuperação do regime de partilha no pré-sal, a volta da política de conteúdo local, a reorientação na política de preços dos combustíveis, entre outros pontos. No caso de Bolsonaro, passa-se rápido pelo tema, avançando um pouco mais apenas para defender que “os preços praticados pela Petrobrás deverão seguir os mercados internacionais” e a promoção da competição no setor de gás.

Conheça as principais propostas dos candidatos para a Petrobrás, comprove e se posicione, pois o futuro da empresa será decidido nas urnas no próximo dia 28.

 

Fernando Haddad:

 > Interromperemos as privatizações e a venda do patrimônio público, essencial ao nosso projeto de Nação soberana e indutora do desenvolvimento, e tomaremos iniciativas imediatas para recuperar as riquezas do pré-sal, o sistema de partilha e a capacidade de investimento da Petrobras e demais empresas do estado.

 > A Petrobras deve ser fortalecida, o regime de partilha na área do Pré-sal deve ser mantido, bem como a política de conteúdo local. A política industrial requer uma forte infraestrutura que integre e articule as regiões do país, bem como a produção em grande escala de energia a partir de fontes limpas, uma vez que o país as possui em elevado potencial.

> Devolverá à Petrobras sua função de agente estratégico do desenvolvimento brasileiro, garantindo-a como empresa petrolífera verticalizada – atuando em exploração, produção, transporte, refino, distribuição e revenda de combustíveis – e como empresa integrada de energia, presente no ramo de petróleo e em biocombustíveis, energia elétrica, fertilizantes, gás natural e, sobretudo, petroquímica. Especial atenção terá a ampliação do parque de refino, sobretudo acabando com a ociosidade atual das refinarias da Petrobras, para que seja garantido o fornecimento de derivados de petróleo em todo o território nacional. Será interrompida a alienação em curso de ativos estratégicos da empresa, ao tempo em que a política de conteúdo local será retomada e aprimorada.

 > A política de preços de combustíveis da Petrobras será reorientada. O mercado brasileiro é aberto a importações, mas isso não significa que o petróleo retirado no Brasil, aqui transportado e refinado, com custo bem menor que o internacional, seja vendido aos brasileiros segundo a Nova Política de Preços da Petrobras do governo Temer, a PPI (Paridade de Preços Internacionais), enormemente mais caro que o produto nacional. Essa mudança tem por objetivo garantir um preço estável e acessível para os combustíveis. O gás é um produto que não pode faltar na casa das famílias. O governo Haddad vai criar o Programa Gás a Preço Justo, que garantirá que o preço do gás caiba no bolso das famílias para que todos possam cozinhar e comer com dignidade e segurança novamente.

 

Jair Bolsonaro:

> Os preços praticados pela Petrobras deverão seguir os mercados internacionais, mas as flutuações de curto prazo deverão ser suavizadas com mecanismos de hedge apropriados.

> Ao mesmo tempo, deveremos promover a competição no setor de óleo e gás, beneficiando os consumidores. Para tanto, a Petrobras deve vender parcela substancial de sua capacidade de refino, varejo, transporte e outras atividades onde tenha poder de mercado.

> Para aumentar a importância do gás natural no setor, é importante acabar com o monopólio da Petrobras sobre toda a cadeia de produção do combustível, mediante: desverticalização e desestatização do setor de gás natural; livre acesso e compartilhamento dos gasodutos de transporte; independência de distribuidoras e transportadoras de gás natural, não devendo estar atreladas aos interesses de uma única companhia; criação de um mercado atacadista de gás natural; incentivo à exploração não convencional, podendo ser praticada por pequenos produtores.

 > A burocrática exigência de conteúdo local reduz a produtividade e a eficiência, além de ter gerado corrupção. Além disso. não houve impacto positivo para a indústria nacional no longo prazo. Assim será necessário remover gradualmente as exigências de conteúdo local. O emprego na indústria local crescerá nas atividades onde houver vantagens comparativas ou competitividade. Assim, a indústria naval brasileira será compelida a investir e alcançar maiores níveis de produtividade.

 

COMPARATIVO PUBLICADO PELO JORNAL NASCENTE (Sindipetro-NF):

[Com informações do Sindipetro-NF, do site E&P BR e da FUP]

A direção do Sindipetro Caxias repudia a descriminação cometida por gerentes da Refinaria de Duque de Caxias por conta do Plano de Carreiras e Remuneração instalado para os trabalhadores da empresa sem a participação dos sindicatos. A gerência dos setores têm criado discussões, onde apresentam aos trabalhadores como ganhar as promoções e níveis aos cargos para apenas aqueles que aderiram ao PCR, excluindo os que escolheram manter seus direitos com PCAC. 

As reuniões iniciadas nas bases de Campos Elíseos pelos gerentes setoriais, criam um ambiente de segregação e constrangimento aos trabalhadores. Tudo para os PCRs e nada para os PCACs. Sequer o mesmo tratamento de números e dados de promoções e níveis para os que permaneceram no PCAC.
Um grande abacaxi colocado pelo presidente e diretores da Petrobrás, criando mais divisões entre os empregados e ações movidas contra este ato segregador. A direção do Sindipetro Caxias exige por direito que todos os trabalhadores estejam incluídos nas discussões de merecimento de ascensão profissional, pois todos trabalhadores mantém forte a empresa, aumentando a sua produção e, por consequência, sua lucratividade. Não pode existir discriminação por escolher manter a luta na defesa dos direitos conquistados em Acordo Coletivo, como é o PCAC.

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Sindicato dos Trabalhadores na
Indústria e Destilação de
Petróleo de Duque de Caxias
Inaugurado em 26/03/1962