De uma forma imprudente e colocando a vida dos trabalhadores em risco a gerência da Refinaria tirou um técnico de operação de painel que monitorava as unidades URE-3300 e URE-3350 e outro técnico também de painel nas U-2900 e U-2950. Agora, para evitar as horas extras por conta do baixo efetivo mudaram e há 1 técnico de painel sozinho para atender as mesmas 4 unidades.
Há uma lista extensa de acidentes graves que ocorreram neste setor onde quase morreram petroleiros pela má gestão em manutenção das unidades, condição e natureza perigosa dessas plantas operacionais.
A atual gerência tem conhecimento do histórico de acidentes, da complexidade e do tamanho destas unidades que exigem mais trabalhadores observando suas variáveis e, que a qualquer descuido, pode levar a uma grande tragédia na vida de todos os petroleiros.
A abertura de concurso público, a contratação de mais trabalhadores, a reposição do efetivo têm de ser prioritária para acabar com a sobrecarrega de trabalho. Os trabalhadores estão sendo levados a exaustão pela sobrecarga de suas atividades e assim comprometendo a sua saúde e a vida dos petroleiros por conta da insegurança das unidades industriais. A integridade física dos trabalhadores precisa ser preservada e o Sindipetro Caxias e a categoria petroleira necessita do retorno do acompanhamento operacional como era antes nas unidades do HDT e HDS.
O modus operandi da REDUC na época comprometia todas as certificações de SPIE no Sistema Petrobrás, já que os gerentes tinham carta-branca para maquiar o processo e induzir as auditorias a erros. O resultado destas fraudes foram acidentes seguidos, como mostram os últimos fatos ocorridos na Refinaria. O descaso com a redução de efetivos e o descumprimento rotineiro de acordos e legislações foram alguns dos fatos relatados pelos petroleiros.

 

LISTA DE ACIDENTES

 

21 novembro de 2015 -
Incêndio na U-3350, unidade de recuperação de enxofre da REDUC. O Gerente Geral não ordenou a parada da unidade para manutenção, a operação seguiu com a unidade vazando H2S, que é letal a 10 ppm. A Refinaria manteve a produção normal, jogando em cinco dias cerca de 200 toneladas de particulado de enxofre sobre a cidade de Duque de Caxias e toda Região Metropolitano do Rio de Janeiro.

O H2S é um elemento altamente poluente e um dos mais temidos agentes de risco existentes, conhecido também como Gás de Ovo Podre, Gás de Pântano ou Gás da Morte. Despejado nessa quantidade na atmosfera, o H2S pode provocar chuva ácida.

Moradores de Campos Elíseos reclamaram do mau cheiro junto à Prefeitura de Caxias.
A direção do Sindicato denunciou esse crime ao Ministério Público Ambiental, ao INEA e à imprensa.

 

22 fevereiro de 2016 - O Técnico de Operação Fábio Cardoso Xavier desmaiou na área da U-2900 devido à intoxicação por gás sulfídrico. O TO estava na área e sentiu um forte cheiro de H2S e logo começou a passar mal. Ele solicitou pelo rádio apoio e desmaiou em seguida. Companheiros do Grupo foram na área e encontraram Fábio já desacordado, removendo-o para o Setor de Saúde.

Fábio sofreu uma pancada na cabeça e ficou com hematoma. Ele ficou uma noite em observação e foi liberado. O Sindicato enviou ofício à REDUC cobrando a CAT (Comunicação de Acidente de Trabalho), que só foi emitida 38 depois. Também foram solicitadas informações sobre o estado de saúde do trabalhador.

No dia 26, a gerência informou que não houve acidente e que o caso foi considerado apenas um “mal súbito”. Fato contestado pelo Sindicato, que cobrou providências dos gerentes de RH e SMS. MTE interditou a U-2900. Os Auditores Fiscais do MTE lavraram o Termo de Interdição no dia 10 de março, devido a RISCO GRAVE E EMINENTE, da Unidade U-2900, Tratamento de Água Acida, devido à gravidade do acidente e grande probabilidade de ocorrências.

Os gerentes de SMS e de Combustível assinaram o Termo e foram obrigados a parar imediatamente toda unidade. A U-2900 ficou interditada por 11 dias.

 

5 de setembro de 2016 - O teto do tanque que armazena enxofre líquido em temperaturas superiores a 100ºC, caiu devido às más condições de manutenção do local. Não havia trabalhador no local, pois a subida nos tetos está proibida devido à morte do Cabral. Se não fosse isso, mais uma tragédia poderia ter acontecido.
No mesmo dia, o Sindicato solicitou à REDUC não partir a U-3300 sem antes uma vistoria do MTE, mas a gerência da Refinaria negou, pois tinham pressa na partida. O sindicato denunciou o caso ao fiscal.

 

18 de abril de 2017 - Técnico de operação da U-3300 (URE – Unidade de recuperação de Enxofre) foi atingido por condensado vindo de um purgador recém instalado de forma inapropriada. O operador foi atingindo pelo jato quente de condensador e teve queimadura na perna.

 

18 de junho de 2017 - Acidente em serviço de raqueteamento de linha de gás ácido. Escape de gás sulfidrico em abertura da PV-1 (Válvula de pressão) na U-3350.

O Técnico de Operação e Técnico de Segurança Industrial tiveram mal estar: vômitos e desmaios. O que causou a queda do TO da plataforma de 15 metros e ficou pendurado na escada tipo marinheiro com corte profundo na cabeça, conduzido para o hospital. Não houve emissão de CAT do técnico de segurança.

 

25 de outubro de 2017 - Ocorreu mais um grave acidente na REDUC na U-3350, Unidade de Recuperação de Enxofre-URE, na caldeira GV-1, por volta das 21 horas. A unidade voltava de manutenção e estava em processo de aquecimento com Gás Combustível quando o refratário da câmara de combustão, que opera a 1000ºC, desmoronou e a chaparia do equipamento sofreu estresse térmico.

A incidência da chama sobre a chaparia derreteu o isolamento térmico, fragilizando o corpo da caldeira que ficou rubro e foi levada a fadiga. A chapa chegou a ficar incandescente, e depois de esfriada apresentou fragilidade.

Uma equipe da Inspeção de Equipamento chegou a quebrar com o martelinho picotador o corpo do costado da caldeira que ficou toda furada parecendo queijo suíço. Este acidente ocorreu por falta de efetivo, pois não tem Técnicos de Operação suficiente nas unidades devido ao estudo O&M-Organização de Mentiras, realizado pela Petrobrás.

A direção do Sindipetro Caxias denunciou mais este grave acidente a ANP, MTE e a Comissão de Certificação da NR-13.

A gerencia querendo retornar com a U-3350, o mais rápido possível ao invés de convocarem o fabricante, colocaram um “bacalhau” gigante. Caso a caldeira estivesse operando com Gás Acido, teríamos uma contaminação de H2S que poderia ter causado a morte de muitos trabalhadores.

 

26 de julho de 2018 - Acidente com trabalhador terceirizado da URE. Intervenção em pote de selagem. Foi levado pro hospital para dar ponto na boca.

 

20 de agosto de 2018 - Ocorreu um vazamento de gás combustível em uma linha da U-3300 que superaqueceu.

 

31 de agosto de 2018 - Vazamento de H2S faz onze vítimas de insegurança na REDUC. Às 15h20, durante o processo de partida operacional depois de passar por uma manutenção programada na unidade de Hidrotratamento (HDT) de QAV e Diesel (U-2700), ocorreu um vazamento de gás H2S na linha do flare da unidade.

Durante o acidente, uma equipe de profissionais estava abrindo a linha do flare para a instalação de uma raquete e quatro trabalhadores terceirizados da empresa Herbert Engenharia que estavam próximos desmaiaram na área devido a contaminação pelo gás. Eles foram removidos para o setor médico da refinaria.

No final do dia, o vazamento já tinha sido contido pela brigada de incêndio e pelos operadores da unidade. Os trabalhadores acidentados já estavam estáveis e fora de risco de morte.

A direção do Sindipetro Caxias alerta a todos os trabalhadores a prezarem por suas vidas, usem os equipamentos de segurança e usem seu direito de recusa ao perceber situações de risco.

 

15 de novembro de 2018 - Técnico de operação quebra a perna em piso desregular e escorregadio na U-2700.

Na semana de 04 a 08 de fevereiro, houve na REDUC uma auditoria interna como simulado para a auditoria oficial do IBP - Instituto Brasileiro de Petróleo e Gás, com objetivo de conseguir a que volte a certificação do SPIE - Serviço Próprio de Inspeção de Equipamentos, que deverá ocorrer no segundo semestre deste ano ou no início do próximo.
Pela primeira vez, o Sindipetro Caxias e a CIPA foram convidados a participar, lembrando que para a certificação oficial ambos são convidados a se posicionarem. A REDUC perdeu sua certificação do SPIE há três anos, devido a fraudes no contrato de manutenção dos tetos de tanques, o que, infelizmente ocasionou a morte do companheiro Luiz Augusto Cabral de Moraes.


A direção do Sindipetro Caxias deixou claro para os auditores que não é contra a conquista do SPIE, porém, questionou a real situação da Refinaria e se ela está pronta para ser certificada? Segundo nossa avaliação e, principalmente após caminhar junto com os auditores pela empresa, entendemos que muito ainda deve ser feito pela gerência da Petrobrás para que tal pleito se realize.
Alguns exemplos disso são os acessos aos tanques estão em estado lastimável (acessar tetos de tanques está proibido pelo MTE), o Forno 4 (chaminé) da URE (incinerador de amônia) só está em pé graças às treliças que o ancoram, o jeitinho em transformar Engenheiros Metalúrgicos em PH (via CRQ, já que o CREA não permite), os Técnicos de Manutenção atuando como Técnicos de Inspeção, entre outras pendências.


Estamos cientes que a REDUC melhorou no último semestre, porém, muito há de ser feito para que seja considerada um exemplo de Refinaria no sistema Petrobrás.
Na entrevista com os auditores, na segunda-feira (04/02), o diretor do Sindipetro Caxias, Simão Zanardi, foi taxativo em dizer que a Gerência Geral da REDUC precisa se empenhar ao máximo para acertar os problemas da refinaria, porque o SPIE é muito mais que redução do tempo de manutenção das unidades de processo, mas segurança das instalações industriais e, principalmente, da vida da força de trabalho.

Para inglês ver

Na sexta-feira (08/02), os auditores da Petrobrás fizeram a apresentação de seu trabalho para a gerência, Sindipetro Caxias e CIPA. No final o auditor chefe informou que por eles a Refinaria está apta a conquistar a recertificação do SPIE. Após a apresentação, apenas o GGA usou da palavra, porém, o Sindipetro Caxias entende que a REDUC ainda não fez o dever de casa pra ter acesso à certificação do SPIE, devendo antes acertar muitas das coisas que estão erradas dentro da refinaria.
É importante ressaltar que o interesse da empresa em retornar com a certificação não é para garantir a saúde e qualidade de vida dos trabalhadores, mas para baratear seu valor de venda. Sem o SPIE a empresa fica mais cara, pois é necessária a manutenção dos equipamentos em um espaço de tempo mais curto, o que gera mais gastos para a empresa.

Desde que assumiu a gerência da inspeção de equipamento no dia 1º de outubro, o novo gerente tem demonstrado falta de comprometimento com a segurança da refinaria e manchando a imagem dos profissionais do setor da inspeção de equipamento.
No dia 19/11, sem dialogar com ninguém, lançou uma DIP tirando a inspeção de estruturas de concreto de sustentação das mãos do I.E. e abrindo a atividade para fragilização de uma terceirização deste serviço.
Já no dia 03/12, tirou o terceiro TH (teste hidrostático) dos permutadores da U-1250, que está em parada de manutenção, para agilizar o trabalho e ficar bem com chefe, cumprindo antes do tempo as metas estabelecidas.
É mais do que provado que a maneira em que o atual gerente do I.E. conduz os trabalhos coloca a vida de todos dentro da refinaria em risco, visando apenas ganhos pessoais. O companheiro Cabral foi morto em 2016 por gestões desastrosas como esta.
Em maio de 2017, os trabalhadores da U-1250 presenciaram o acidente com um operador que teve queimaduras graves de 2º grau devido a um vazamento de óleo quente na junta de um trocador de calor. E hoje, o gerente quer by-passar o teste que garante a avaliação de estanqueidade das juntas.
Graças a pressão dos trabalhadores junto ao Sindicato, os testes foram restabelecidos.
A direção do Sindicato está de olho desde a primeira infração cometida por este senhor que está colocando em risco a vida dos trabalhadores sérios e comprometidos e, devido a esta má conduta, orienta que entregue o cargo para alguém comprometido com a vida do coletivo e não apenas com ganhos particulares.

Na noite do dia 16, o técnico de operação Francisco Pereira da Silva sofreu um acidente na REDUC, por volta das 23h.

O petroleiro de 53 anos de idade caiu da própria altura na U-2700, em piso irregular e escorregadio, ocasionando trauma na região do terço distal da perna esquerda.

Ele foi atendido pelo setor médico da re naria e encaminhado para hospital Caxias D’or, mas foi transferido para o hospital Barra D’or, ainda de madrugada, para exames de imagem. No dia 18, o companheiro passou por cirurgia e deverá car

referido direito, motivo da Ação Civil Pública.

O Sindipetro Caxias já teve a experiência de realização de ação similar na REDUC, sendo determinada a realização de perícia e constatado o agente benzeno em toda a re naria, porém ainda não foi proferida a sentença. Nesta mesma busca da tutela de integridade física do trabalhador e do alcance de sua aposentadoria especial ou da contagem de tempo especial.

quase 50 dias sem colocar o pé no chão.

Além de acompanhar de perto todo o atendimento, a direção do Sindipetro Caxias solicitou no que a empresa disponibilize assistência social para o petroleiro e seus familiares.

Somente neste ano, já ocorreram mais de 20 acidentes na REDUC. O Sindipetro Caxias repudia o descaso com a vida dos trabalhadores luta diarimente para que a segurança dos trabalhadores seja prioridade dentro da empresa.

A REDUC continua a ser sucateada pela atual

direção da Petrobrás, que tem a intenção de baratear todas as plantas para vender tudo ao mercado internacional. Quem sofre são os trabalhadores, que devem ter atenção redobrada nas operações. Por isto, é muito importante que se use o direito de recusa caso haja qualquer tipo de risco.

A direção do Sindicato

acompanhará o grupo de trabalho de investigação do acidente. A direção da empresa está sacri cando toda força de trabalho sem investimentos em manutenção e novas contratações de trabalhadores. Não coloquesuavidaemjogo. Use seu direito de recusa e procure o Sindicato caso exista qualquer tipo de assédio.

No dia 05 de outubro, a direção do Sindipetro Caxias se reuniu com o GG, GGA e Gerente de SMS da refinaria para tratar de assuntos de interesse da categoria.

1 - Não Retorno após dupla jornada:
Como alguns gerentes continuam a codificar o ponto com reflexo, a gerência geral pediu um prazo até o fim deste mês para tratar do assunto com o RH.

2 - Improbidade Administrativa:
Os supervisores do turno não podem estar na escala de dobras, pois são cargos comissionados. Por ordem do GG, os supervisores só poderão dobrar no lugar de outro supervisor ou na impossibilidade de outro trabalhador dobrar.

3 - Carro de Turno 21:
No dia 30 de setembro, o carro T-21 colidiu com um carro de passeio após ter feito a rota de saída do turno das 15 horas. O motorista foi demitido por justa causa e a gerência da REDUC sequer foi informada do acidente. A direção do Sindipetro Caxias cobrou a abertura de um GT e a suspensão dessa demissão até toda a apuração dos fatos.

4 - Conquista dos trabalhadores:
Todos lotados nas unidades 1510 e 1710, agora também terão em seus exames o ácido trans, trans-mucônico urinário, como biomarcador na monitorização da exposição ocupacional ao benzeno. Apesar dessas unidades não participarem do PPEOB da REDUC, a corrente de seus produtos possuem em média 0,7 ppm de benzeno. É o Sindipetro Caxias trabalhando em favor da saúde e segurança do trabalhador.

Na reunião realizada na última sexta-feira, 14, foram tratados de diversos assuntos de interesse da categoria, dentre eles se destacaram dois pontos: o incinerados de amônia, que está parado há mais de um ano e a questão dos suplentes eleitos pelos trabalhadores na gestão da CIPA 2017-2018.
Sobre o incinerador de amônia, os gerentes da refinaria se comprometeram a resolver o problema. Estaria programado para ele voltar a operar em agosto, porém, após analise criteriosa da manutenção, descobriu-se que o problema se agravou com o tempo.
Foi constatado que a chaminé arriou e fundiu-se no costado lateral, o que levou a manutenção do incinerador ser prorrogada por mais dois meses. Acontece que existe um TAC assinado com o Ministério Público Federal de não enviar amônia acima de 5 ppm para atmosfera. Além disso, o MPF está convocando o Sindipetro Caxias para verificação do cumprimento dos TAC assinados. De acordo com a REDUC a Legislação Ambiental está sendo cumprida, pois os resíduos lançados no meio ambiente estão na faixa de 2 ppm de amônia.
Nesta mesma reunião, foi colocado pela direção do Sindipetro Caxias que até a gestão do penúltimo GG, os suplentes eleitos para a CIPA tinham total liberdade de participarem das reuniões ordinárias. Acontece que isso foi proibido nessa gestão e teve continuidade na gestão da ultima GG da REDUC. A Gerência Geral entendeu que essa negociação pode avançar, porém antes ele pretende conversar com o atual presidente CIPA. Esse tema voltará na pauta da próxima reunião. É o Sindipetro Caxias sempre preocupado com a saúde e segurança da Força de Trabalho.

Nesta semana a direção do Sindipetro Caxias vai realizar setoriais com os trabalhadores de turno e do administrativo das bases para tratar dos temas de relevância para categoria como o Plano de Cargos e Remuneração, a Participação nos Resultados e Plano Petros.
É muito importante a participação de todos os trabalhadores para esclarecer qualquer dúvida e ficar por dentro das ações do Sindicato em prol dos trabalhadores.
As setoriais começam nesta segunda-feira, 17, e vai até a próxima semana, dia 24. Acompanhe a tabela a seguir para participar. No TECAM, as datas serão informadas aos trabalhadores ao longo da semana.

Devido ao número de acidentes que vem ocorrendo no Sistema Petrobrás, e da explosão que aconteceu na REPLAN, na madrugada de segunda-feira (20) a FUP convocou ato nacional em defesa da vida.

A direção do Sindipetro Caxias vai realizar um atraso, amanhã (24), às 7 horas, no Arco da REDUC. A participação de todos é muito importante, pois nossa vida está em risco.

Até quando vamos ter que deixar nossas casas sem saber se iremos voltar para nossas famílias?
Basta de acidentes, basta de sucateamento das plantas, basta de privatização.

Nesta sexta-feira (24), a FUP e seus sindicatos realizam atos em todas as unidades do Sistema Petrobrás, exigindo segurança, investimentos em manutenção e recomposição dos efetivos. Em vez de gastar milhões com o PCR, para precarizar ainda mais as condições de trabalho, a gestão da empresa deveria garantir o direito à vida

Sete minutos. Esse foi o tempo registrado entre a explosão do tanque de uma das unidades da Replan (SP) e a presença de trabalhadores na área. Cerca de 50 petroleiros estavam executando tarefas nas unidades atingidas pelo acidente da madrugada do dia 20, que deixou os trabalhadores e a comunidade em pânico.

Considerada a mais grave ocorrência da história da refinaria, a explosão foi registrada às 00h51 por câmeras de segurança e vídeos. As imagens, compartilhadas por grupos de WhatsApp, revelam que sete minutos antes, uma petroleira passou pelo local do acidente. Por sorte, os trabalhadores estavam reunidos no restaurante para jantar.

Não é de hoje que a FUP e seus sindicatos vêm alertando a Petrobrás para os riscos de um grande acidente industrial, em função dos cortes de efetivos e da falta de manutenção. Situação agravada pela saída de cerca de 20 mil trabalhadores nos PIDVs e pela reestruturação imposta pelo Estudo de Organização e Métodos (O&M), que reduziu ainda mais os quadros de trabalhadores nas áreas operacionais. 

Na mira da privatização, as refinarias se transformaram em bombas-relógio. Desde a implantação do O&M, em junho do ano passado, a Replan já sofreu quatro paradas emergenciais causadas por problemas operacionais. Em novembro, a falha no sistema de ar comprimido causou a emissão de gases altamente poluentes, o que gerou multa de R$ 1 milhão para a Petrobrás. Uma nuvem carregada de combustíveis também foi lançada na atmosfera, o que poderia ter causado uma grande explosão, se houvesse uma fonte de ignição.

O desmonte da empresa reflete diretamente na segurança e impacta os trabalhadores em todas as unidades. A redução de efetivos gerou um déficit imenso de técnicos de operação, de manutenção e de segurança, comprometendo os processos de manutenção. As paradas foram reduzidas e, quando ocorrem, não há o devido acompanhamento dos técnicos da Petrobrás por falta de efetivos. Em vez de realizarem concursos públicos para recompor os quadros da empresa, os gestores apostam na precarização, tentando comprar os petroleiros com um plano de cargos que deixará os trabalhadores ainda mais vulneráveis e expostos a acidentes.

Na Regap, trabalhadores foram atingidos por ácido sulfúrico

No dia 06 de agosto, um grave acidente na unidade de tratamento de água da Regap (U-47) feriu três trabalhadores: um operador e dois técnicos de manutenção. Eles foram atingidos por ácido sulfúrico 98%, após o rompimento da conexão de um Indicador Local de Pressão (PI) durante o teste de uma válvula.

O operador Antenor Cavalcante teve 20% do corpo queimado e continua internado para tratar as lesões de 2° e 3° grau que atingiram suas costas, peito, braço e antebraço esquerdos e parte do rosto. Ele também está com uma lesão reversível no olho direito. Os outros dois petroleiros vítimas do acidente sofreram ferimentos leves.

Na Repar, múltiplas ocorrências

Na Repar (PR), várias ocorrências vêm assustando os trabalhadores, principalmente após a redução de efetivos causada pela implantação do O&M. O setor de Hidrotramento e Reforma Catalítica (HRC) da Casa de Compressores da Unidade de Hidrotratamento de Diesel (U-2313) é um dos mais vulneráveis a acidentes. No dia 28 de fevereiro, houve vazamento de Hidrogênio (H2) e de Ácido Sulfídrico (H2S), o que levou a unidade a ser temporariamente paralisada.

Pesquisa da FUP apontou insegurança

Em pesquisa feita pela FUP e seus sindicatos com os trabalhadores das refinarias, 94% dos 1.180 petroleiros que participaram da consulta informaram que não se sentem seguros nas unidades. Apenas 170 trabalhadores disseram ter tido algum tipo de treinamento sobre os procedimentos de Segurança e Saúde no Trabalho com Inflamáveis e Combustíveis, como prevê a NR-20.

Vidas em vão?

A insegurança crônica que transformou as refinarias em bombas-relógio é a mesma que afeta as plataformas, terminais e campos de produção terrestre, que também estão sendo sucateados e privatizados. O resultado do desmonte é o aumento dos acidentes, que já mataram 14 trabalhadores nestes dois anos de gestão temerária dos golpistas. Em 2018, já são três fatalidades.

+ 07 de fevereiro

O plataformista Marlon Lima Rosendo, 30 anos, morreu em acidente no campo de produção terrestre de Fazenda Bálsamo, na Bahia.  Ele era contratado da Braserv e foi atingido na cabeça pela plataforma, que tombou, após o rompimento de um cabo de aço.

+ 09 de abril

José Altamir Ozorio, 63 anos, morreu durante acidente no Terminal de Osório (TEDUT), no Rio Grande do Sul. Ele trabalhava para a Cross&Freitas, empresa que presta serviços de corte de grama para a Transpetro, e foi atingido pela caçamba do trator que operava.

+ 03 de agosto

O mergulhador Athayde dos Santos Filho, 57 anos, morreu durante acidente em um campo de produção da Bacia de Santos. Funcionário da Fugro, ele realizava um mergulho a 170 metros de profundidade para instalação de tubulação da Plataforma de Mexilhão.

[FUP]

Dia 10 de agosto é o "Dia do Basta". Organizado pela CUT e demais centrais sindicais, neste dia, os trabalhores e trabalhadoras realizarão paralisações, atrasos de turnos e atos nos locais de trabalho e nas praças públicas de grande circulação de todo o País para exigir um basta de desemprego, de aumento do preço do gás de cozinha e dos combustíveis, de retirada de direitos da classe trabalhadora, de privatizações e de perseguição ao ex-presidente Lula. Nas bases do Sindipetro Caxias, o ato será no Arco da REDUC, 7h. Participe. #lulalivre

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Sindicato dos Trabalhadores na
Indústria e Destilação de
Petróleo de Duque de Caxias
Inaugurado em 26/03/1962