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REDUC

REDUC (31)

Hoje, dia 17/11, por volta das 10:30h, houve mais incêndio na REDUC. Devido a parada da U-1790, houve descarte de líquido para o flare. O produto caiu no matagal, ocasionando um incêndio. Devido à falta de manutenção na refinaria, os trabalhadores convivem toda hora com acidentes e vítimas.

Não há vítimas, mas a Segurança Industrial está tendo dificuldade de combater o incêndio por falta de hidrantes próximo ao local.

Ao total, já são 41 acidentes com 51 vítimas na refinaria, somente este ano.

Apagão na REDUC

14 Nov 2017 Written by

No dia 10, por volta das 3 horas da manhã, houve a parada de emergência na Refinaria devido à queda na casa de força.
Com isto, houve a falta de energia elétrica e utilidades, o que ocasionou a parada de todas as unidades operacionais da REDUC.
Os Técnicos de Operação estão trabalhando em número reduzido devido à implantação do O&M. O que sobrecarrega os trabalhadores, aumentando o nível de tensão.
Não houve relato de acidentes ou vítimas. Todas as Unidades permaneceram paradas até domingo e foram gradativamente voltando a operação devido ao número reduzido de Operadores.
Na U-2200/1320, para partida, tiveram que voltar com o Número Mínimo praticado antes do O&M, pois é impossível operar com número reduzido.
O sindicato já solicitou à gerência da REDUC, via ANP, a revisão do efetivo na Casa de Força e na Transferência e Estocagem, porém ainda não obtivemos resposta.
Agora a REDUC passa a ter 40 acidentes e 51 vítimas.

No dia 2/11, o carro 27 que faz o trajeto de Volta Redonda, no Grupo E, turno de 7x15, não chegou na Refinaria devido a um acidente. Ocorreu uma colisão, envolvendo 3 veículos. Por sorte, o motorista e os dois passageiros (um Técnico de Operação e um de Química) estão bem.
Este carro de passeio, da cooperativa COOMAP, não tem a segurança de um micro-ônibus, como defende o Sindicato, mas em nome de economia de custo a segurança vem sendo desprezada.
As vítimas foram hospitalizadas com ferimentos leves e já estão em casa. Desta vez, não as obrigaram a virem para o hospital REDUC.
Ao contrário do que tem sido praticado na Refinaria, as CATs foram emitidas e a gerência respeitou o afastamento para tratamento, somente a CAT do motorista ainda não foi emitida. O Sindicato espera que seja recomendada a manutenção de ônibus de turno pois segurança é investimento em prevenção de acidentes.
Os acidentes estão aumentando a cada semana. Até onde chegaremos, se a Petrobrás não parar com esta política de corte de custo em detrimento da segurança?

O Sindipetro Caxias esteve presente na reunião do Grupo de Investigação do Acidente do trabalhador terceirizado que teve o dedo lesionado ao manusear um pranchão que serviria como apoio ao patolamento de uma máquina na área da manutenção.
O Sindicato se recusou a assinar o relatório, pois o grupo concluiu por culpa do trabalhador como causa básica, baseado no preenchimento da AST – Análise de Segurança da Tarefa, já que se entende que o acidente ocorrido é expressão de algo muito maior que ocorre ao longo de anos na refinaria no setor da manutenção: a precarização.
Isso deve-se a manutenção ter sido continuamente sucateada pela economia imposta que vai na contramão da segurança. E agora que a conta bate à porta, a empresa quer culpar o trabalhador?
Fato curioso é que o trabalhador foi atendido no Hospital Daniel LIPP e teve a CAT emitida com afastamento. No dia seguinte, teve alta pela manhã. Com o dedo enfaixado (e permanece com curativos até hoje), saiu direto do hospital para a REDUC. Questionado sobre como está fazendo os curativos, o próprio trabalhador informou que estão sendo feitos no setor médico da refinaria. Ou seja, a REDUC continua com a prática de atendimento ambulatorial já denunciada às autoridades.
Quanto à AST, há algum tempo, a empresa passou a aplicar o formulário, sendo dever do trabalhador terceirizado preencher o documento e assiná-lo antes da realização de seu trabalho. Segundo entendimento da gerência, ao verificar os itens da lista, o trabalhador deve se abster de iniciar o trabalho até que se regularize a situação.
Entendemos que o trabalhador terceirizado é a parte mais fraca, pois sabemos que no dia-a-dia, longe das salas com ar condicionado e belas mesas onde habitam os seres pensantes, se esse trabalhador levantar questões que possam atrasar o início das atividades estará colocando em risco seu próprio emprego.
Se a empresa tivesse de fato interesse na segurança e na saúde dos trabalhadores, não teria acabado com a figura do fiscal de manutenção, que era um trabalhador próprio da manutenção e que por isso tinha mais tranquilidade de dizer não quando necessário. Ao contrário, o que tem acontecido é uma diminuição dos técnicos de manutenção da refinaria que contribui para o aumento dos acidentes.
O Sindipetro Caxias não pactuará jamais com a política medíocre de economia sem qualquer inteligência praticada pelos gestores. Já estamos pagando a conta do golpe. Agora a empresa que suporte a conta da sua irresponsabilidade.

A direção do Sindipetro Caxias recebeu uma denúncia de que a gerência da REDUC iria recolocar o trocador de calor (AIR COOLER) E-7908 A da Unidade U-1790. Cabe ressaltar que os tubos deste equipamento estavam apresentando vazamento e tinha sido retirado de operação para manutenção. Ocorre que o gerente deu ordem, na amanhã do dia 23/10 para que o equipamento retornasse a operação. Cabe ressaltar que este equipamento trabalha com o produto PROPANO, à temperatura de 250 graus Celsius e com a pressão de 27 Kg/cm². A Inspeção de Equipamentos não tinha autorizado à operação deste equipamento.
Sendo assim, o Sindicato enviou ofício à REDUC solicitando a manutenção do equipamento e que fosse inspecionado pela engenharia de equipamento antes do retorno à operação, a fim de evitar mais um acidente. Além disso, denunciou ao MTE o risco grave e iminente desta atitude inconsequente da gerência.
Após denúncia do Sindicato, a gerência desistiu de colocar o equipamento em operação, realizando sua manutenção e fazendo os testes necessários para que o equipamento voltasse a operar com segurança e com o aval da Inspeção de Equipamentos.

Após um Golpe de Estado, midiático e jurídico, os capitalistas tomaram o Brasil. Não tivemos uma guerra, de fato, mas as sucessões de medidas do governo golpista demonstram que o povo do Brasil foi derrotado e está refém do mercado.
A situação é tão grave que o governo golpista quer abolir a Lei Áurea e retornar com a escravidão. Esta situação revela que a exploração do Capital sobre o Trabalho está chegando a extremos.
A gerência da REDUC já vem se antecipando a revogação da Lei Áurea e praticando trabalho escravo, pois toda situação de trabalho precário e degradante é caracterizado como trabalho escravo. A privação da liberdade não é a única forma de se praticar a escravidão.
Os trabalhadores contratados a cada dia sofrem cada vez mais com o acirramento desta situação e os gerentes da REDUC implementam a escravidão.
Quando acontece um acidente de trabalho, além do trabalhador sofrer as dores no próprio corpo, ainda sofre com a imposição da restrição da sua liberdade e se submete a condições degradantes.
O trabalhador da Estrutural que se acidentou dia 16/10 e teve uma lesão no dedo, está “escondido” numa sala da vila das empreiteiras na refinaria. Apesar de não poder desenvolver seu trabalho como mecânico, o trabalhador fica trancado. Sofre em ter que ficar escondido, sofre como vítima, pois tem a marca da dor no seu corpo, e sofre com a exposição pública diante dos seus companheiros de trabalho. Não lhe é dado o direito mínimo, de poder se recuperar da lesão.
Este é só mais um caso, entre tantos outros, pois a gerência da REDUC é escravocrata.

Passados 296 dias de 2017, temos até agora 37 acidentes com 48 vítimas. A partir deste número temos a seguinte estatística:
- 1 (um) acidente de trabalho a cada 8 (oito) dias
- 1 (uma) vítima de acidente de trabalho a cada 6 (seis) dias
Ou seja, a cada semana temos um acidente e um trabalhador sendo vítima. Esta estatística deveria ser um alerta para os gestores da Petrobrás e autoridades dos orgãos fiscalizadores.
De janeiro a junho: 12 acidentes de trabalho com 12 vítimas;
De julho a outubro: 25 acidentes de trabalho com 36 vítimas.
Diante destes números, temos a seguinte estatística:
1º Semestre (181 dias):
- 1 (um) acidente de trabalho a cada 15 (quinze) dias
- 1 (uma) vítima de acidente de trabalho a cada 15 (quinze) dias
2º Semestre (115 dias até agora):
- 1 (um) acidente de trabalho a cada 4 (quatro) dias
- 1 (uma) vítima de acidente de trabalho a cada 3 (três) dias
Com estas estatísticas, fica claro que houve um aumento do número de acidentes e de vítimas no segundo semestre de 2017, que ainda não acabou. Este aumento de acidentes e de vítimas está relacionado diretamente com a redução de Número Mínimo das unidades operacionais e do desmonte da Manutenção Industrial. Está relacionado ao corte de custo e a precarização do trabalho. Também está relacionado com a sobrecarga de trabalho e a uma política escravocrata.
O Sindipetro Caxias alerta que os trabalhadores estão em situação de Risco Grave e Iminente na REDUC e a qualquer momento um acidente industrial ampliado poderá acontecer.

No dia 16 de outubro ocorreu mais um acidente de trabalho na REDUC, onde um empregado da empresa Estrutural se feriu no dedo. A vítima do acidente de trabalho, Paulo Cesar Tavares Alves, foi conduzida para o Setor de Saúde Ocupacional e depois encaminhada ao Hospital Daniel Lipp.
O Sindipetro Caxias compareceu ao hospital no dia 17 de outubro, mas a vítima já tinha tido alta pela parte da manhã. A administração do hospital informou que não houve cirurgia e que a vítima teve sutura no dedo da mão.
A CAT - Comunicação de Acidente de Trabalho foi enviada ao sindicato no dia 17 de outubro, mas consta que não houve internação e que a vítima teve afastamento de 01(um) dia.
O mais grave, porém, é que a vítima do acidente de trabalho, que é mecânico de manutenção de máquinas, está “escondido” dentro da refinaria com curativo na mão e sem nenhuma condição de trabalho.

#nenhumdireitoamenos#privatizarfazmalaobrasil @ Reduc - Duque de Caxias

Mais uma vez o sindicato foi impedido de entrar na refinaria. Uma prática ilegal que a gerência da REDUC insiste em fazer. Além disso, também foram barrados os assessores dos parlamentares e a imprensa. #nenhumdireitoamenos #privatizarfazmalaobrasil @ Refinaria Duque de Caxias - REDUC

A CPI da Petrobrás da Alerj, está na REDUC junto com o Sindipetro Caxias para realizar uma vistoria na refinaria e investigar as denúncias do sindicato sobre a redução de efetivo e os riscos à segurança dos trabalhadores e moradores do Rio de Janeiro. #privatizarfazmalaobrasil#nenhumdireitoamenos

 

 

 

Na próxima terça-feira (17), às 10h, os deputados estaduais membros da Comissão Parlamentar de Inquérito que investiga o desmonte da Petrobrás e a venda de ativos da empresa, estarão na Refinaria a fim de vistoriar as condições de trabalho que vêm sendo denunciadas pelo Sindipetro Caxias.
Para o Deputado Gilberto Palmares (PT/RJ) essa é uma grande oportunidade para a CPI cobrar aos gerentes da REDUC algumas preocupações dos trabalhadores e do próprio Sindicato. Segundo Palmares, questionamentos quanto a redução do número mínimo, a redução da produção e cumprimento da convenção 174 da OIT são algumas questões que serão colocadas aos gestores. “Os problemas de segurança da Refinaria de Duque de Caxias colocam em risco os trabalhadores e toda a comunidade do entorno, além de se tratar também de uma discussão mais ampla, que é defender o papel da nossa principal empresa pública que é a Petrobrás”.
Comissão Especial
Além da CPI estadual, os vereadores do município de Duque de Caixas, em desdobramento da audiência pública realizada no dia 05 de julho na Câmara Municipal, convocada pelo Sindicato, foi criada a Comissão Especial para apurar as condições de segurança da Refinaria e garantir o bem-estar da população
Na ocasião, foi debatida a questão da insegurança que a redução de efetivo na REDUC causa aos trabalhadores do polo petroquímico de Caxias e para os moradores do entorno.

O Sindipetro Caxias tem pressionado a Gerência Geral da REDUC a compor os acidentes que vêm ocorrendo. Desde janeiro, já são 14 ACIDENTES sem o reconhecimento da gerência de SMS. Os trabalhadores, porém, têm ciência e sofrem com a falta de compromisso dos gestores.
A redução do número mínimo seguro e a saída de centenas de empregados próprios no PIDV fizeram com que os acidentes aumentassem de forma exponencial. Dos 36 acidentes em 2017, 24 ocorreram a partir de julho.
O Sindipetro Caxias tem denunciado estas ocorrências aos órgãos públicos: ANP, MTE, MPT, Prefeitura de Duque de Caxias e a ALERJ, e também da sociedade. O medo está tomando conta do chão da fábrica e o risco grave e iminente está no caminho dos trabalhadores. O Sindicato já conseguiu que a gerência realize três investigações:
1. A companheira, operadora da água, teve o seu dedo amputado ao realizar trabalhos em trânsito nas unidades operacionais. Na ocasião, o presidente da CIPA tentou diminuir a gravidade alegando via mensagem aos trabalhadores de que não era nada de mais: “a operadora foi realizar apenas exames complementares no REDUC D’or”. Como o dedo não era dele, não importa a realidade e sim o que a gerência o indicou a falar. A vítima teve que reimplantar o dedo amputado e sua CAT foi emitida com afastamento de 7 dias, sendo que na realidade ela teve que se afastar do trabalho para tratamento médico por mais de 15 dias. O Sindicato vai brigar pela emissão correta da CAT.
2. No dia 22/09 houve um acidente com caminhão MUNK no Pipe shop 09, Vila dos empreiteiros, ao erguer o casco de um trocador. Depois de exigência do Sindicato, a empresa reconheceu o acidente.
3. No dia 10/08, uma van bateu em um hidrante dentro da Refinaria. Apesar de até hoje não ter sido encontrado o motorista acidentado, a investigação terá como finalidade dar fim a este mistério.
4. No dia 11/09, o técnico de operação do ER/AE, sofreu uma queda em uma canaleta devido ao piso ser irregular. O TO foi encaminhado ao setor médico da REDUC (SMS/SO) e depois levado de carro ao hospital Caxias D´OR. Este caso foi mais uma tentativa de fraude no afastamento do trabalhador por “abonos gerenciais”.
A direção do Sindipetro Caxias trabalha diariamente para que não ocorram acidentes na Refinaria, e para que os que acontecem sejam devidamente investigados e dados seus devidos tratamentos de acordo com as normas regulamentadoras. Veja a lista com os acidentes que aguardam o reconhecimento da gerência e para que sejam investigados pelos grupos de trabalho no portal do Sindipetro Caxias na internet.

Sindicato dos Trabalhadores na
Indústria e Destilação de
Petróleo de Duque de Caxias
Inaugurado em 26/03/1962

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