REDUC

REDUC (46)

Durante 6 dias sem interrupção, os petroleiros e petroleiras do regime de turno, organizados pelo sindicato, realizaram uma grande mobilização em defesa da segurança e contra o descaso gerencial com a vida dos trabalhadores, que iniciou no dia 31/01 e durou até o dia 05/02, às 15h.
Com o objetivo de evitar a implementação unilateral da empresa no dia 01/02, do o retorno na meia dobra às 2h da madrugada com carros blindados, que expõe os trabalhadores aos riscos de violência do Estado do Rio de Janeiro, a direção do Sindipetro Caxias organizou uma ciranda no turno.
A mobilização consistiu em um corte de rendição intermitente a cada 16h com os Grupos A, B, C e E, finalizando com o grupo D, às 15h do dia 05, que estava de folgão. Todos os grupos aprovaram por unanimidade a ciranda, bem como o indicativo do não retorno às 2h da madrugada e a rendição padrão.
A direção do Sindipetro Caxias esteve presente na Refinaria durante todo o processo de mobilização no acampamento montado no Arco da REDUC.



Suspensão do movimento e negociação
Durante o processo de mobilização a direção do Sindipetro Caxias procurou a gerência geral da Refinaria e a gerência do RH Corporativo para falar sobre uma solução para o problema, que se comprometeram em apresentar uma proposta assim que fosse suspenso o movimento, além de não implementar os blindados e retorno na madrugada até que sejam realizadas as assembleias de avaliação da proposta apresentada.
A direção do Sindicato já cumpriu a sua parte suspendendo o movimento e aguarda a apresentação da empresa, para então divulgar para a categoria e convocar as assembleias.

Proposta da categoria
Por meio de um ofício encaminhado dia 05/02 para a Petrobrás, a direção do Sindipetro Caxias apresentou a proposta decidida em conjunto com os trabalhadores que pede a manutenção da prática adotada do não retorno no horário do zero hora após a dobra de 16h, mantendo o pagamento de oito horas extras da dobra. Bem como o retorno imediato dos 78 técnicos de operação que estão desviados do regime de turno.

 

O Sindicato na palma da mão
A comunicação da mobilização foi feita através das redes do Sindipetro Caxias, que informava os trabalhadores em tempo real sobre a situação de cada grupo de turno e outros acontecimentos do dia. Siga o Sindicato no Facebook, Twitter e Instagram. Para receber os Informes pelo Whatsapp adicione o número 21-996639953 em seus contatos e envie a palavra ADICIONAR seguido do seu nome completo.
(21) 9 9663-9953

Depois de muitas reclamações dos sindicatos, trabalhadores, aposentados e pensionistas, sobre a implementação do atendimento apenas virtual, a Petrobrás voltou a ter o atendimento presencial para resolver os problemas de AMS, Beneficio Farmácia, Educacional e outros. Agora além da assistência que o Sindipetro Caxias já vem dando aos associados, os petroleiros poderão se dirigir aos postos das bases de Caxias, que retomaram suas atividades dia 05/02, no horário de 7h30 às 15h30. Confira os locais dos postos do compartilhado:

Mais de 200 mil litros de petróleo vazou na REDUC. Após ser detectado um furo na linha de petróleo, no dia 3/02, que faz carga para a U-1210, a gerência geral não parou o bombeio.
Mantiveram a unidade operando com carga reduzida e diminuíram a pressão na bomba de carga. Com isso, em 24 horas vazou mais de 200 mil litros de petróleo que foi retirado em mais de 100 carregamentos de caminhão vácuo.
Foi feito um dreno no furo para canalizar o vazamento para uma “latinha”.
Quando a “latinha” enche, o caminhão vácuo a retira e leva pra tanque slop (resíduos).
Um verdadeiro absurdo, pois coloca em risco o meio ambiente e a segurança dos trabalhadores. A direção do sindicato irá denunciar mais esta mazela gerencial aos órgãos fiscalizadores.
É o Sindipetro Caxias na luta pela saúde e segurança dos trabalhadores e do meio ambiente

No dia 31/01 a REDUC amanheceu mais uma vez em luto. São dois anos da morte do companheiro Cabral, vítima do descaso gerencial. A direção do Sindipetro Caxias entregou, neste dia, um ofício à gerência da REDUC, pedindo respeito à família do companheiro. Desde sua morte a família luta na justiça para que sejam responsabilizados os culpados, mas nada foi feito até hoje. Na ação, o filho de Cabral pede uma quantia simbólica de 500 mil reais, onde a Petrobrás disse que paga apenas 80. Se Cabral tivesse saído no PIDV, receberia muito mais do que seu filho pede na justiça. Quanto vale a vida de um petroleiro? “Não queremos dinheiro, queremos justiça e segurança para trabalhar”, afirmou Simão Zanardi, presidente do Sindipetro Caxias durante o ato realizado no Arco da REDUC.
Em um movimento histórico, os trabalhadores do turno organizaram um corredor para receber os trabalhadores do Horário Administrativo e lembrá-los que também correm risco de vida dentro da Refinaria.

Por volta das 14h, da última quinta-feira, 31/01, duas viaturas da Polícia Rodoviária Federal invadiram a Refinaria de Duque de Caxias trocando tiros com dois bandidos que saíram correndo para dentro da fábrica.
Em um flagrante feito pela direção do Sindipetro Caxias, que estava no Arco para conversar com o turno sobre a situação da implementação dos carros blindados, fica claro o estado de guerra em que se encontra o Estado do Rio e como é impensável expor o trabalhador e obrigá-lo a ir para a Refinaria na madrugada, seja de carro blindado ou não, colocando vidas em risco. Além disso, neste mesmo dia houve confronto entre bandidos na Linha Amarela, que fechou o acesso durante grande parte da manha. O Rio de Janeiro está abandonado, e não pode refletir nos trabalhadores do Sistema Petrobrás, sejam próprios ou terceirizados.

Durante a parada de manutenção da U-1220, ao fazer a circulação de nafta reforma com hidrogênio, um permutador que já vinha apresentando vazamento, teve dilatação térmica e o produto pegou fogo.
Os operadores da unidade apagaram o incêndio, mas precisaram ser examinandos pelo setor médico, pois no produto continha Benzeno, um gás cancerígeno em alta concentração.
Os trabalhadores são do Grupo Homogêneo de Exposição e correm risco de terem se contaminado.
A direção do Sindipetro Caxias solicitou que o SMS fizesse o protocolo do benzeno a fim de monitorar os trabalhadores envolvidos na emergência.

Em 11 de novembro de 17 entrou em vigor a Contrarreforma Trabalhista, Lei 13.467/17.
Um dos objetivos principais do Golpe de Estado de 16, a Contrarreforma foi escrita pelo presidente do TST, o Ministro Ives Gandra Martins, da Opus Dei, e tramitou em tempo recorde no Congresso.
Com a Contrarreforma o Direito do Trabalho no Brasil foi praticamente destruído. A essência da proteção ao trabalhador, na CLT, virou pó. O resto é discurso pra enganar trouxa. Assistiremos, nos próximos anos, a uma brutal redução do peso da massa salarial no PIB do país.
Uma das criações da combinação Golpe-OpusDei-CongressoCorrupto, dentre mais de 100 outras maldades, foi a legalização da despedida em massa sem qualquer possibilidade de resistência por parte dos sindicatos.
A proteção contra despedidas em massa nunca esteve em nossas leis. Mas vinha sendo construído nos tribunais, até mesmo no TST, o entendimento segundo o qual a despedida tinha que ser previamente negociada com os sindicatos. A ideia era buscar alternativas ao pior, em caso de emergência.
Daí veio o Golpe de 16, e a Contrarreforma Trabalhista, que criou o artigo 477-A da CLT com a seguinte redação:
“As dispensas imotivadas individuais, plúrimas ou coletivas equiparam-se para todos os fins, não havendo necessidade de autorização prévia de entidade sindical ou de celebração de convenção coletiva ou acordo coletivo de trabalho para sua efetivação.”
Ou seja, LIBERARAM GERAL A DESPEDIDA EM MASSA!
Por isso a necessidade de uma cláusula de proteção no ACT da Petrobrás. E a FUP a reivindicou, perante a Petrobrás, e conseguiu.
Vejam os termos da Contrarreforma. Quais despedidas foram liberadas?
- “dispensas imotivadas individuais, plúrimas ou coletivas”;
Quais despedidas a nova Cláusula 42, em seu parágrafo 2°, condiciona à previa discussão com os sindicatos?
- “despedida coletiva ou plúrima, motivada ou
imotivada, nem rotatividade de pessoal (turnover)”.
É uma proteção modesta contra a lei abusiva do Golpe. Busca voltar ao que se tinha antes. Mas, quem rasga 54 milhões de votos, rasga leis e acordos coletivos com ainda maior facilidade.
Alguns estranharam o inciso “I” desse parágrafo 2° da clausula 42. Por que a necessidade de discussão prévia não se aplica aos casos de demissão voluntária e incentivada?
Na linguagem do direito, “despedida”, ou “dispensa”, é quando o patrão manda o empregado embora. Já a “demissão” define o empregado tomar a iniciativa e “pedir as contas”. Por sua vez, “demissão incentivada” é a que resulta de um prêmio ofertado pelo patrão, para que o empregado saia do emprego, como nos PIDVs. Nenhum desses casos é objeto da proteção que se busca, porque só dependem da vontade do trabalhador.
Quem realmente definirá se essa cláusula será eficaz, ou se haverá despedida em massa, é VOCÊ!
Foi a sua capacidade de luta, para escrever o direito, que possibilitou a criação dessa cláusula. E será a sua capacidade de luta que definirá se ela, como qualquer outra norma, ficará na letra fria do papel, ou se valerá no mundo real.
Normando Rodrigues, advogado da FUP

Selva REDUC

18 Dec 2017 Written by

Devido à política de corte de custo, a gerência da REDUC não faz mais a capina em volta dos tanques e também cortou o convênio com o zoológico. Isso significa que cobras voltaram a habitar a Refinaria.
Os trabalhadores para se protegerem ao entrar na selva que envolve os tanques, resolveram se proteger por conta própria com perneiras sobreposta a bota.
A culpa do sucateamento não é dos trabalhadores. A gerência precisa tomar providências e acabar com a selva que envolve os tanques. A área de tancagem precisa ser capinada, ter iluminação e escada de acesso aos diques. As escadas e passarelas precisam ter corrimão e serem iluminadas.
É imprescindível que os trabalhadores tenham um ambiente seguro para prevenir acidentes. Sem isso, estão expostos a própria sorte.

Incêndio U-4100

14 Dec 2017 Written by

Na manhã do dia 12, mais um incêndio ocorreu na REDUC. Desta vez, na área do
Coque, na U-4100, em um isolamento térmico no fundo da torre 2. O fogo teve início
às 9h e foi contido pela atuação dos técnicos de segurança da Refinaria.
A direção do Sindipetro Caxias solicitou a organização de um grupo de investigação para apuração dos fatos, mas a gerência ainda não respondeu os ofícios do Sindicato. Com este incêndio, se somam na REDUC no período de 2017: 43 acidentes, com 51 vítimas.
O Sindipetro Caxias solicitou ao MTE, MPT, ANP e IBP, com urgência, fiscalizações na fábrica. Um tragédia está prestes a acontecer aos trabalhadores e a comunidade que vive no entorno da REDUC, só a gerente que não vê. Ou não quer ver.

O incêndio próximo a base do Flare (F-5801), ocorrido no dia 28 setembro, foi devido a uma rápida despressurização de propano da U-1790, em função da SE-260 (SubEstação) ter desenergizado os alimentadores 73 e 83 que alimentam a unidade descartando um grande volume com vazão de 330 Ton/h acima do esperado para uma linha de Flare com capacidade limitada.
Há alinhamentos que interligam os Flares existentes na Refinaria, mas com a redução do efetivo de operadores, em especifico na TE/ML, não foi possível fazer o alinhamento para outro Flare em tempo hábil. O fogo propagado na base do Flare poderia ter sido evitado se a gestão da REDUC mantivesse o número de operadores de antes de aplicar o O&M e também realizasse a capina mensalmente em suas bases. A direção do Sindicato orientou a GG para construir uma base de concreto nos Flares com canaletas em seu entorno, garantindo o isolamento dos líquidos e de potenciais incêndios, facilitando a atuação da brigada no local. Mas do jeito que está, quando ocorrer excesso de líquidos para as tochas e vazarem para o chão o fogo se espalhará consumindo o mato. Outra medida necessária deve ser melhorar os pontos de combate ao incêndio, pois não existem hidrantes suficientes.
Sobre o incêndio ocorrido em um canteiro com muito mato no dia 17 de novembro, entre o Flare, a U-1620 e a U-1630. A desculpa foi a irradiação da chama do Flare, somado com mato seco, que ocasionou o incêndio na rua 9A. Difícil de acreditar que uma chama a mais de 30 metros de altura pode ocasionar tal estrago em um local 70 metros de distância da base. Se for assim, os trabalhadores desta área serão torrados por esta lógica surreal da gestão da REDUC.

Efetivo

11 Dec 2017 Written by

No dia 06/10, a direção do Sindipetro Caxias se reuniu com a gerência da REDUC e da ANP no centro do Rio. Na presença do Superintendente da ANP, o presidente do Sindipetro Caxias, Simão Zanardi, colocou a preocupação dos trabalhadores com o numero mínimo de técnicos de operação na REDUC adotado nas áreas do TE/MC , TE/ML e TM/Caldeiras, em função do grande risco de acidentes que esses setores estão sofrendo.
A gerência da REDUC ficou de analisar e, na reunião de 04/12 informou que após avaliar as últimas emergências ocorridas na refinaria, chegaram à conclusão de que os trabalhadores deram conta do recado e não há necessidade de retornar ao número seguro de trabalhadores.
O Sindipetro Caxias entende que os trabalhadores deram conta do recado, porque trabalharam em excesso, correram o risco de se acidentar, colocando suas vidas em risco pelo alto grau de comprometimento que têm com a empresa, portanto é necessário que a REDUC reavalie com urgência o O&M antes que tenhamos um acidente de grandes proporções.

Sindicato dos Trabalhadores na
Indústria e Destilação de
Petróleo de Duque de Caxias
Inaugurado em 26/03/1962