REDUC

REDUC (51)

Na última semana, a SUVISA (Superintendência de Vigilância Sanitária do Estado do Rio de Janeiro) recebeu a denúncia do Sindipetro Caxias sobre os problemas sanitários na alimentação na REDUC e na Usina Termelétrica Governador Leonel Brizola. A série de irregularidades no fornecimento, conservação e qualidade dos alimentos tem levado os trabalhadores, constantemente, reprovar os alimentos preparados e distribuídos aos mais de 3000 homens e mulheres nos refeitórios e nas copas das fábricas. Há diversas denúncias de má conservação e qualidade duvidosa dos alimentos aos empregados do Regime de Turno, bem como aos empregados do Horário Administrativo da empresa. O Sindipetro Caxias solicitou a fiscalização dos restaurantes da empresa, com intuito de preservar a saúde de todos os trabalhadores na fábrica. Existem relatos de casos de trabalhadores que compram comida fora, em “quentinhas”, por conta da precariedade da comida servida.
A vigilância sanitária estadual foi descentralizada da SUVISA para o orgão municipal, e reforçou em seu ofício a necessidade de vistoria na REDUC e UTE-GLB. Então, a qualquer momento a gerência da refinaria e da usina termelétrica terá que se explicar aos fiscais por que deixou largado o cuidado com a alimentação dos trabalhadores .

O Sindicato está denunciando o “erro” que tem ocorrido no ponto dos trabalhadores da REDUC. A maioria não confere seus contracheques e assim não percebe que está sendo lesado.
A direção do Sindipetro Caxias já comunicou a gerencia de RH que os trabalhadores em Regime de Turno estão tendo seus controles de frequência alterada após codificação. Um “erro” verificado ocorre quando o trabalhador dobra no turno para compor número mínimo. A codificação do trabalhador é o 2012. Mas se ele não atingiu 8 horas, a frequência é alterada para o código 2004, como dobra parcial, excluindo o pagamento do AHRA que por acordo deve ser sobre qualquer Hora Extra.
Seja no caso de dobra parcial ou integral, este adicional que pesa em 39% também é excluído. Este desrespeito ao ACT está acarretando um prejuízo financeiro ao trabalhador.
Outra fraude constatada diz respeito à incidência de Hora Extra sobre o décimo terceiro. A frequência não está calculando a incidência da HE no cálculo do decimo terceiro, com isso o trabalhador perde dinheiro.
Outro problema é a o banco clandestino das HE, que atinge trabalhadores do HA e do Turno. Apesar da HE ser uma exigência da Petrobrás devido à falta de efetivo, existe uma orientação interna para não pagar e colocar as horas em um “banco de horas clandestino”. Se o trabalhador faz até 20 HE, cabe ao supervisor autorizar. Se ele fizer 32 HE, cabe ao gerente autorizar. Sele fizer acima de 40, cabe ao gerente geral autorizar.
Ocorre que, para um supervisor não incomodar o gerente e o gerente não incomodar o gerente geral, o mais fácil é pagar somente 20 HE no mês e jogar o excedente como crédito positivo no controle de frequência, porém sem codificação. Tem gerência que paga tudo, como foi o caso de um operador que fez 88 HE em janeiro, quando furou a luta contra os blindados. Enquanto isso, no laboratório, ninguém recebe nada.
Hora extra realizada, é hora extra paga. A gerência da REDUC deveria abolir este banco clandestino de hora extra e pagar o que deve aos seus trabalhadores.
O Sindicato orienta a todos os trabalhadores a conferirem seus contracheques em tempos de golpe, pois você está sendo lesado sem saber.

O Inspetor de Equipamentos, Vitor Hugo, participou representando o Sindipetro Caxias como
observador da quarta auditoria do IBP, que aconteceu nos dias 8 e 9 de março, em que a gerência da REDUC pleiteia a Comissão de Certificação o selo do SPIE. O certificado foi cassado devido à
negligência gerencial que ocasionou a morte do Cabral. A administração desta gerência não fez o dever de casa investindo na manutenção dos equipamentos e apenas promete que um dia fará, mas não tem credibilidade e competência para fazer. O sindicato é favorável a certificação do SPIE, mas para isso é necessário que os gerentes ajam de boa-fé, não escondendo os acidentes e que as manutenções sejam realizadas nos prazos solicitados pela Inspeção de Equipamentos. Porém, os fatos demonstram que a realidade não é esta.

1. A famosa abraçadeira fantasma:
Ninguém viu, só se ouviu falar. Uma abraçadeira fantasma foi colocada em uma linha de óleo combustível no pipe-way em frente a CCL da U-1231 (intermediária) e em 05/07 foi a causa de um incêndio com chamas de 4m de altura. Na ocasião a gerência relatou como “princípio de fogo”. Até a presente data, ninguém sabe como foi parar naquela linha (não há qualquer registro). Já foram detectadas mais abraçadeiras na mesma situação nas áreas operacionais e não sabe-se quantas mais ainda existem espalhadas por aí.

2. Caldeira derretida: errar é
humano. Já persistir no erro...

A GV-001 da U-3350 (URE) está interditada. E não foi o SMS ou a gerência operacional da REDUC que mandou interditar, mas sim uma ação judicial do Sindipetro Caxias. Diante da economia em detrimento da integridade física e saúde dos trabalhadores, a direção do Sindicato teve que mobilizar o judiciário para que os gerentes fossem obrigados a não partir a planta.
A GV-001 teve avariado o refratário interno e o queimador projetou sua chama na chaparia da caldeira até que fizesse um rombo. Por sorte não estava queimando H2S no momento. Do contrário, teríamos novas mortes na REDUC.
Constatou-se que os tijolos do refratário foram comprados na olaria do Sr. Manuel, distinto senhor fabricante de tijolos artesanais do Centro de Caxias, e que esses tijolos não continham as especificações necessárias, apesar de a Inspeção de Equipamentos ter feitos as recomendações. Ocorre que a análise dos materiais e peças está sendo terceirizada. Porém, a gerência de manutenção e as empresas envolvidas não estão seguindo as recomendações da IE por falta de conhecimento técnico dos materiais e dispositivos envolvidos. O que contradiz a ideia de buscar um serviço próprio de inspeção!
A gerência queria partir a unidade novamente após reparos com as mesmas falhas. Diante disso, o Sindicato teve que intervir para evitar que os gerentes coloquem o equipamento em operação. Mais uma vez a economia em detrimento da segurança.

3. Vazamento de Petróleo:
Como já foi relatado em nosso boletim, no dia 03 de fevereiro mais de 200 mil litros de petróleo vazaram na REDUC durante 24h. Foram necessários mais de 100 carreamentos de caminhão vácuo para esconder isso, descarregando o petróleo em slop!
A linha que sofreu a avaria já tinha sido objeto de Inspeção dos técnicos da REDUC há 7 anos atrás. Naquela ocasião, a Inspeção de equipamentos identificou outros 27 pontos da mesma linha em estado crítico, determinando que o trecho comprometido fosse substituído em 120 dias.
Não esquecendo que estamos falando da REDUC, o que você acha que foi feito? Nada, claro. Agora, depois de 7 anos sem fazer nada e com as notas ZR vencidas, o petróleo vazou. E o que a REDUC fez? Exatamente. Nada! Mandou reavaliar e programou a instalação de “fita durex gigante” para 2024! Inacreditável.

4. Forno H-7102 da U-1710

Em dezembro de 2017 ocorreu um incêndio no forno H-7102, que está com a tubulação furada. Como esse furo apareceu na área de irradiação do forno e representa necessidade de reparo urgente, o engenheiro (Profissional Habilitado) não prorrogou o prazo para manutenção e sofreu assédio da gerência - tanto da manutenção como da inspeção de equipamentos. Os gerentes criaram então uma GM (Gestão de Mudança) operacional liberando o funcionamento do H-7102, mesmo danificado e com vazamento para não parar a produção. Ou seja, o critério técnico foi abandonado diante da necessidade de produção colocando em risco os trabalhadores daquela área operacional. Hoje, finalmente, a U-1710 está parada para manutenção depois de muitas denúncias do Sindicato.

5. Vazamento de água oleosa – ZR vencida
A Inspeção de Equipamentos detectou, em 2011, a necessidade da troca de um trecho desta tubulação de 1,2 Km, emitindo uma nota ZR, categoria B, com prazo de tratamento em 120 dias. Esta manutenção estava prevista para ocorrer no mesmo ano, mas não foi realizada. Sendo instaladas, apenas, diversas celas para dar uma sobrevida a tubulação, sem Gestão de Mudança e a Análise de Risco. A linha de água oleosa na avenida M/N está vazando desde a semana passada. Parece um chafariz. A ZR 4084116 existe desde 2011 para trocar a linha toda, mas só realizam reparos nesta linha que vaza a todo instante e contamina o solo, pois são rejeitos industriais. Diante destes fatos, o Sindicato solicitou a REDUC a imediata troca do trecho de tubulação de petróleo conforme recomendado pela Inspeção de Equipamentos desde 2011.

6. Incinerador de Amônia
Há 3 treliças escorando a chaminé do Incinerador de Amônia que estão prestes a desabar. Há quedas dos refratários por conta das altas temperaturas do forno. Hoje a REDUC está lançando amônia na atmosfera, mas está tudo bem IBP!
Cabe salientar que a REDUC - não por acaso - é a única a ter perdido a certificação do SPIE em todo o país e isso demanda atenção muito maior da representação sindical, vez que aponta para a uma ausência de competência do seu corpo gerencial ao lidar com vidas humanas. O Sindipetro Caxias aguarda o desfecho da quarta auditoria, com a certeza de que boa-fé é um elemento que não existe no corpo gerencial da REDUC.

A gerência da REDUC está fraudando o plano de cargo e salários de quatro Técnicos de Manutenção, apesar de terem realizado o curso de formação para atuarem como TIE e serem deslocados para a IE, eles continuam com o crachá de TM.
Mesmo atendendo a NR-13 e qualificados para exercerem a função, os Técnicos de Manutenção tem uma especificação no plano de cargo e salários e os Técnicos de Inspeção de Equipamentos tem outro. O próprio código de conduta da Petrobrás diz que ninguém pode exercer atividades ao qual não foi contratado.
Os TM’s já pediram junto à gerência de RH e IE que regularizem a situação, porém, esses gerentes tentaram impor que para isso acontecer, eles teriam que assinar documentos dizendo que é da vontade deles e, não da empresa a reclassificação, ou seja, a empresa tenta tapar buracos de efetivo de TIE existente na IE para enganar o IBP e conseguir (comprar) a certificação do SPIE e ainda tenta imputar o ônus aos TM’s.
Alguns Engenheiros de Inspeção (PH’s) não estão aceitando assinar os relatórios desses TM’s, pois juridicamente eles não estão respaldados e, se no futuro algo de errado acontecer, poderão responder processos judiciais no âmbito civil e trabalhista. A atitude correta será o respeito à lei. A Constituição proíbe concurso interno bem como o TCU. Caso o cargo fosse extinto, poderia haver reclassificação. Não ocorrendo esta hipótese, só por concurso público.

Durante 6 dias sem interrupção, os petroleiros e petroleiras do regime de turno, organizados pelo sindicato, realizaram uma grande mobilização em defesa da segurança e contra o descaso gerencial com a vida dos trabalhadores, que iniciou no dia 31/01 e durou até o dia 05/02, às 15h.
Com o objetivo de evitar a implementação unilateral da empresa no dia 01/02, do o retorno na meia dobra às 2h da madrugada com carros blindados, que expõe os trabalhadores aos riscos de violência do Estado do Rio de Janeiro, a direção do Sindipetro Caxias organizou uma ciranda no turno.
A mobilização consistiu em um corte de rendição intermitente a cada 16h com os Grupos A, B, C e E, finalizando com o grupo D, às 15h do dia 05, que estava de folgão. Todos os grupos aprovaram por unanimidade a ciranda, bem como o indicativo do não retorno às 2h da madrugada e a rendição padrão.
A direção do Sindipetro Caxias esteve presente na Refinaria durante todo o processo de mobilização no acampamento montado no Arco da REDUC.



Suspensão do movimento e negociação
Durante o processo de mobilização a direção do Sindipetro Caxias procurou a gerência geral da Refinaria e a gerência do RH Corporativo para falar sobre uma solução para o problema, que se comprometeram em apresentar uma proposta assim que fosse suspenso o movimento, além de não implementar os blindados e retorno na madrugada até que sejam realizadas as assembleias de avaliação da proposta apresentada.
A direção do Sindicato já cumpriu a sua parte suspendendo o movimento e aguarda a apresentação da empresa, para então divulgar para a categoria e convocar as assembleias.

Proposta da categoria
Por meio de um ofício encaminhado dia 05/02 para a Petrobrás, a direção do Sindipetro Caxias apresentou a proposta decidida em conjunto com os trabalhadores que pede a manutenção da prática adotada do não retorno no horário do zero hora após a dobra de 16h, mantendo o pagamento de oito horas extras da dobra. Bem como o retorno imediato dos 78 técnicos de operação que estão desviados do regime de turno.

 

O Sindicato na palma da mão
A comunicação da mobilização foi feita através das redes do Sindipetro Caxias, que informava os trabalhadores em tempo real sobre a situação de cada grupo de turno e outros acontecimentos do dia. Siga o Sindicato no Facebook, Twitter e Instagram. Para receber os Informes pelo Whatsapp adicione o número 21-996639953 em seus contatos e envie a palavra ADICIONAR seguido do seu nome completo.
(21) 9 9663-9953

Depois de muitas reclamações dos sindicatos, trabalhadores, aposentados e pensionistas, sobre a implementação do atendimento apenas virtual, a Petrobrás voltou a ter o atendimento presencial para resolver os problemas de AMS, Beneficio Farmácia, Educacional e outros. Agora além da assistência que o Sindipetro Caxias já vem dando aos associados, os petroleiros poderão se dirigir aos postos das bases de Caxias, que retomaram suas atividades dia 05/02, no horário de 7h30 às 15h30. Confira os locais dos postos do compartilhado:

Mais de 200 mil litros de petróleo vazou na REDUC. Após ser detectado um furo na linha de petróleo, no dia 3/02, que faz carga para a U-1210, a gerência geral não parou o bombeio.
Mantiveram a unidade operando com carga reduzida e diminuíram a pressão na bomba de carga. Com isso, em 24 horas vazou mais de 200 mil litros de petróleo que foi retirado em mais de 100 carregamentos de caminhão vácuo.
Foi feito um dreno no furo para canalizar o vazamento para uma “latinha”.
Quando a “latinha” enche, o caminhão vácuo a retira e leva pra tanque slop (resíduos).
Um verdadeiro absurdo, pois coloca em risco o meio ambiente e a segurança dos trabalhadores. A direção do sindicato irá denunciar mais esta mazela gerencial aos órgãos fiscalizadores.
É o Sindipetro Caxias na luta pela saúde e segurança dos trabalhadores e do meio ambiente

No dia 31/01 a REDUC amanheceu mais uma vez em luto. São dois anos da morte do companheiro Cabral, vítima do descaso gerencial. A direção do Sindipetro Caxias entregou, neste dia, um ofício à gerência da REDUC, pedindo respeito à família do companheiro. Desde sua morte a família luta na justiça para que sejam responsabilizados os culpados, mas nada foi feito até hoje. Na ação, o filho de Cabral pede uma quantia simbólica de 500 mil reais, onde a Petrobrás disse que paga apenas 80. Se Cabral tivesse saído no PIDV, receberia muito mais do que seu filho pede na justiça. Quanto vale a vida de um petroleiro? “Não queremos dinheiro, queremos justiça e segurança para trabalhar”, afirmou Simão Zanardi, presidente do Sindipetro Caxias durante o ato realizado no Arco da REDUC.
Em um movimento histórico, os trabalhadores do turno organizaram um corredor para receber os trabalhadores do Horário Administrativo e lembrá-los que também correm risco de vida dentro da Refinaria.

Por volta das 14h, da última quinta-feira, 31/01, duas viaturas da Polícia Rodoviária Federal invadiram a Refinaria de Duque de Caxias trocando tiros com dois bandidos que saíram correndo para dentro da fábrica.
Em um flagrante feito pela direção do Sindipetro Caxias, que estava no Arco para conversar com o turno sobre a situação da implementação dos carros blindados, fica claro o estado de guerra em que se encontra o Estado do Rio e como é impensável expor o trabalhador e obrigá-lo a ir para a Refinaria na madrugada, seja de carro blindado ou não, colocando vidas em risco. Além disso, neste mesmo dia houve confronto entre bandidos na Linha Amarela, que fechou o acesso durante grande parte da manha. O Rio de Janeiro está abandonado, e não pode refletir nos trabalhadores do Sistema Petrobrás, sejam próprios ou terceirizados.

Durante a parada de manutenção da U-1220, ao fazer a circulação de nafta reforma com hidrogênio, um permutador que já vinha apresentando vazamento, teve dilatação térmica e o produto pegou fogo.
Os operadores da unidade apagaram o incêndio, mas precisaram ser examinandos pelo setor médico, pois no produto continha Benzeno, um gás cancerígeno em alta concentração.
Os trabalhadores são do Grupo Homogêneo de Exposição e correm risco de terem se contaminado.
A direção do Sindipetro Caxias solicitou que o SMS fizesse o protocolo do benzeno a fim de monitorar os trabalhadores envolvidos na emergência.

Sindicato dos Trabalhadores na
Indústria e Destilação de
Petróleo de Duque de Caxias
Inaugurado em 26/03/1962

Itens Populares