REDUC

REDUC (51)

Efetivo

11 Dec 2017 Written by

No dia 06/10, a direção do Sindipetro Caxias se reuniu com a gerência da REDUC e da ANP no centro do Rio. Na presença do Superintendente da ANP, o presidente do Sindipetro Caxias, Simão Zanardi, colocou a preocupação dos trabalhadores com o numero mínimo de técnicos de operação na REDUC adotado nas áreas do TE/MC , TE/ML e TM/Caldeiras, em função do grande risco de acidentes que esses setores estão sofrendo.
A gerência da REDUC ficou de analisar e, na reunião de 04/12 informou que após avaliar as últimas emergências ocorridas na refinaria, chegaram à conclusão de que os trabalhadores deram conta do recado e não há necessidade de retornar ao número seguro de trabalhadores.
O Sindipetro Caxias entende que os trabalhadores deram conta do recado, porque trabalharam em excesso, correram o risco de se acidentar, colocando suas vidas em risco pelo alto grau de comprometimento que têm com a empresa, portanto é necessário que a REDUC reavalie com urgência o O&M antes que tenhamos um acidente de grandes proporções.

Por dois meses, os trabalhadores do turno puderam realizar apenas 02 trocas por mês, sendo permitida mais 01 para quem faz faculdade. A direção do Sindipetro Caxias conseguiu negociar uma troca a mais do que estava estabelecido até então: agora os trabalhadores do regime de turno da REDUC podem realizar até 03 trocas por mês e 04 para quem faz faculdade. O Sindicato pretende manter as negociações para restabelecer o que era praticado antes do golpe e do O&M (Organização e Mentiras). A verdadeira unidade se faz na luta diária para preservar nossos direitos conquistados ao longo dos últimos anos.

Depois de quase um ano o DNIT – Departamento Nacional de Infraestrutura de Transporte declarou, via ofício ao Sindicato, que a Gerência Geral da REDUC é a responsável pela rótula que fica na entrada da Refinaria: "Os trevos de acesso, a empreendimentos comerciais ou residenciais, a responsabilidade pela conservação desses acessos é do proprietário da área, no caso do trevo da PETROBRAS.".
Esta solicitação de responsabilidade exigida pela direção do Sindipetro Caxias aos órgãos públicos se deve ao acidente que ocorreu em janeiro deste ano, quando um motorista morreu ao cair um tronco de árvore em seu carro enquanto descansava no veículo. Desde então, o Sindicato vem buscando o responsável pelo acidente para que a família da vítima seja indenizada e para que novos acidentes por falta de manutenção não aconteçam.
Em um jogo de empurra, nem a CONCER ou a Petrobrás assumiram a responsabilidade pela conservação da área após o trágico acidente. Sendo assim, o Sindicato procurou a CONCER (Concessionária da BR-040), ANTT (Agência Nacional de Transportes Terrestres) e até mesmo a Secretária de Transporte do Estado, para que fosse desvendado o tal mistério, que foi esclarecido esta semana pelo DNIT.
A direção do Sindipetro Caxias irá procurar a gerência da Refinaria para que sejam tomadas as devidas providências e nenhum outro acidente ocorra por falta de compromisso com a segurança de quem transita no entorno da fábrica.

A farsa do OPMAN

11 Dec 2017 Written by

Hoje na REDUC, 23 Técnicos de Operação estão na função de OPMAN. Acontece que alguns gerentes andaram exigindo que esses Técnicos contassem como número mínimo para evitar horas extras. O Sindipetro Caxias recebeu a informação de que estes técnicos não estão mais contando nos grupos de turno. Porém, a gerência estava com a prática de chamar os OPMAN nos finais de semana atuando como operador do turno.
Ao tomar ciência da informação, a direção do Sindicato solicitou esclarecimentos a respeito, informando que no próprio O&M (Organização e Mentiras), consta que o OPMAN não pode atuar em emergências - algo intrínseco a atividade do operador do turno. A Gerência informou que deixaria de proceder com a prática de convocar estes trabalhadores para contar no turno. O Sindicato pede aos trabalhadores que fiscalizem se essa prática foi de fato abandonada, e informem qualquer irregularidade. Tal conduta constitui descumprimento de padrão corporativo e fraude, pois o mesmo estudo diz que o OPMAN foi criado para atuar no horário administrativo, devendo trabalhar de segunda a sexta no horário de 07:30 x 16:30 horas. Diz também, que o OPMAN foi criado para diminuir o número de operadores no turno retirando desses algumas tarefas. Logo, não é pra ele contar no turno.
Lembrando que, só o fato de estar trabalhando no HA e estar recebendo os adicionais de turno caracteriza improbidade administrativa da gerência da REDUC. Podendo ser levada a responder na esfera judicial, já que não existe mais o acordo do operador em HA (RETA). Aqueles trabalhadores que se submetem a atuar como OPMAN devem se preparar para perder seus adicionais do regime de turno, pois num futuro próximo serão indenizados para assumirem o regime que lhes é devido.

A falta de efetivo nas Refinarias tem causado graves acidentes que estão desenhando uma grande tragédia. A bomba relógio está armada e cada vez mais próxima de explodir.
Na noite do dia 21/11, por volta das 23h, mais um incêndio aconteceu na Refinaria de Duque de Caxias, no Rio de Janeiro. Desta vez, na P-606 B, da U-1260, que bombeia QAV (Querosene de Aviação).
Na ocasião houve vazamento do produto, que pegou fogo. Somente depois de uma hora e meia de ação conjunta dos Técnicos de Operação do DRT (Destilação, Reforma e Tratamento) com os Técnicos de Segurança Industrial, o incêndio foi debelado. A bomba ficou destruída, mas não houve vítima e a unidade está parada.
Este é o segundo incêndio na REDUC em menos de uma semana. No dia 17, devido a parada da U-1790, houve descarte de líquido para o flare, e pegou fogo ao cair e entrar em contato com o mato seco do entorno.
Somente nesta refinaria do Sistema Petrobrás, já são 42 acidentes e 51 vítimas este ano. Mas não são apenas os petroleiros de Caxias que estão sofrendo com a redução de efetivo do estudo de O&M (Organização e Método) da Petrobrás. A Refinaria de Paulínia (REPLAN), em São Paulo, teve falha operacional no sistema de ar comprimido, no início do mês, que causou a emissão de gases poluentes na atmosfera, gerando uma multa de 1 milhão para a empresa.
O estudo de Organização de Mentiras, como é chamado pelos trabalhadores, não previu situações de emergências ao reduzir o efetivo. Pelo contrário, durante audiência sobre efetivo realizada na 6a Vara da Justiça do Trabalho, em Caxias, no dia 27/06, o advogado da Petrobrás afirmou que a redução era para que menos trabalhadores morressem, dando a entender que onde morreriam 4, agora morrem apenas dois.
Em julho, mês em que foi implementado o estudo, a REDUC estava operando apenas com 40% da sua capacidade. A redução de efetivo e o descaso com a segurança dos trabalhadores fazem parte do desinvestimento do Sistema Petrobrás realizado pelo governo do MiShell Temer, que está sucateando as unidades para entregar ao mercado internacional.
O Sindipetro Caxias enviou ofício requerendo a participação no grupo de trabalho que analisará mais esta ocorrência.

Hoje, dia 17/11, por volta das 10:30h, houve mais incêndio na REDUC. Devido a parada da U-1790, houve descarte de líquido para o flare. O produto caiu no matagal, ocasionando um incêndio. Devido à falta de manutenção na refinaria, os trabalhadores convivem toda hora com acidentes e vítimas.

Não há vítimas, mas a Segurança Industrial está tendo dificuldade de combater o incêndio por falta de hidrantes próximo ao local.

Ao total, já são 41 acidentes com 51 vítimas na refinaria, somente este ano.

Apagão na REDUC

14 Nov 2017 Written by

No dia 10, por volta das 3 horas da manhã, houve a parada de emergência na Refinaria devido à queda na casa de força.
Com isto, houve a falta de energia elétrica e utilidades, o que ocasionou a parada de todas as unidades operacionais da REDUC.
Os Técnicos de Operação estão trabalhando em número reduzido devido à implantação do O&M. O que sobrecarrega os trabalhadores, aumentando o nível de tensão.
Não houve relato de acidentes ou vítimas. Todas as Unidades permaneceram paradas até domingo e foram gradativamente voltando a operação devido ao número reduzido de Operadores.
Na U-2200/1320, para partida, tiveram que voltar com o Número Mínimo praticado antes do O&M, pois é impossível operar com número reduzido.
O sindicato já solicitou à gerência da REDUC, via ANP, a revisão do efetivo na Casa de Força e na Transferência e Estocagem, porém ainda não obtivemos resposta.
Agora a REDUC passa a ter 40 acidentes e 51 vítimas.

No dia 2/11, o carro 27 que faz o trajeto de Volta Redonda, no Grupo E, turno de 7x15, não chegou na Refinaria devido a um acidente. Ocorreu uma colisão, envolvendo 3 veículos. Por sorte, o motorista e os dois passageiros (um Técnico de Operação e um de Química) estão bem.
Este carro de passeio, da cooperativa COOMAP, não tem a segurança de um micro-ônibus, como defende o Sindicato, mas em nome de economia de custo a segurança vem sendo desprezada.
As vítimas foram hospitalizadas com ferimentos leves e já estão em casa. Desta vez, não as obrigaram a virem para o hospital REDUC.
Ao contrário do que tem sido praticado na Refinaria, as CATs foram emitidas e a gerência respeitou o afastamento para tratamento, somente a CAT do motorista ainda não foi emitida. O Sindicato espera que seja recomendada a manutenção de ônibus de turno pois segurança é investimento em prevenção de acidentes.
Os acidentes estão aumentando a cada semana. Até onde chegaremos, se a Petrobrás não parar com esta política de corte de custo em detrimento da segurança?

O Sindipetro Caxias esteve presente na reunião do Grupo de Investigação do Acidente do trabalhador terceirizado que teve o dedo lesionado ao manusear um pranchão que serviria como apoio ao patolamento de uma máquina na área da manutenção.
O Sindicato se recusou a assinar o relatório, pois o grupo concluiu por culpa do trabalhador como causa básica, baseado no preenchimento da AST – Análise de Segurança da Tarefa, já que se entende que o acidente ocorrido é expressão de algo muito maior que ocorre ao longo de anos na refinaria no setor da manutenção: a precarização.
Isso deve-se a manutenção ter sido continuamente sucateada pela economia imposta que vai na contramão da segurança. E agora que a conta bate à porta, a empresa quer culpar o trabalhador?
Fato curioso é que o trabalhador foi atendido no Hospital Daniel LIPP e teve a CAT emitida com afastamento. No dia seguinte, teve alta pela manhã. Com o dedo enfaixado (e permanece com curativos até hoje), saiu direto do hospital para a REDUC. Questionado sobre como está fazendo os curativos, o próprio trabalhador informou que estão sendo feitos no setor médico da refinaria. Ou seja, a REDUC continua com a prática de atendimento ambulatorial já denunciada às autoridades.
Quanto à AST, há algum tempo, a empresa passou a aplicar o formulário, sendo dever do trabalhador terceirizado preencher o documento e assiná-lo antes da realização de seu trabalho. Segundo entendimento da gerência, ao verificar os itens da lista, o trabalhador deve se abster de iniciar o trabalho até que se regularize a situação.
Entendemos que o trabalhador terceirizado é a parte mais fraca, pois sabemos que no dia-a-dia, longe das salas com ar condicionado e belas mesas onde habitam os seres pensantes, se esse trabalhador levantar questões que possam atrasar o início das atividades estará colocando em risco seu próprio emprego.
Se a empresa tivesse de fato interesse na segurança e na saúde dos trabalhadores, não teria acabado com a figura do fiscal de manutenção, que era um trabalhador próprio da manutenção e que por isso tinha mais tranquilidade de dizer não quando necessário. Ao contrário, o que tem acontecido é uma diminuição dos técnicos de manutenção da refinaria que contribui para o aumento dos acidentes.
O Sindipetro Caxias não pactuará jamais com a política medíocre de economia sem qualquer inteligência praticada pelos gestores. Já estamos pagando a conta do golpe. Agora a empresa que suporte a conta da sua irresponsabilidade.

A direção do Sindipetro Caxias recebeu uma denúncia de que a gerência da REDUC iria recolocar o trocador de calor (AIR COOLER) E-7908 A da Unidade U-1790. Cabe ressaltar que os tubos deste equipamento estavam apresentando vazamento e tinha sido retirado de operação para manutenção. Ocorre que o gerente deu ordem, na amanhã do dia 23/10 para que o equipamento retornasse a operação. Cabe ressaltar que este equipamento trabalha com o produto PROPANO, à temperatura de 250 graus Celsius e com a pressão de 27 Kg/cm². A Inspeção de Equipamentos não tinha autorizado à operação deste equipamento.
Sendo assim, o Sindicato enviou ofício à REDUC solicitando a manutenção do equipamento e que fosse inspecionado pela engenharia de equipamento antes do retorno à operação, a fim de evitar mais um acidente. Além disso, denunciou ao MTE o risco grave e iminente desta atitude inconsequente da gerência.
Após denúncia do Sindicato, a gerência desistiu de colocar o equipamento em operação, realizando sua manutenção e fazendo os testes necessários para que o equipamento voltasse a operar com segurança e com o aval da Inspeção de Equipamentos.

Após um Golpe de Estado, midiático e jurídico, os capitalistas tomaram o Brasil. Não tivemos uma guerra, de fato, mas as sucessões de medidas do governo golpista demonstram que o povo do Brasil foi derrotado e está refém do mercado.
A situação é tão grave que o governo golpista quer abolir a Lei Áurea e retornar com a escravidão. Esta situação revela que a exploração do Capital sobre o Trabalho está chegando a extremos.
A gerência da REDUC já vem se antecipando a revogação da Lei Áurea e praticando trabalho escravo, pois toda situação de trabalho precário e degradante é caracterizado como trabalho escravo. A privação da liberdade não é a única forma de se praticar a escravidão.
Os trabalhadores contratados a cada dia sofrem cada vez mais com o acirramento desta situação e os gerentes da REDUC implementam a escravidão.
Quando acontece um acidente de trabalho, além do trabalhador sofrer as dores no próprio corpo, ainda sofre com a imposição da restrição da sua liberdade e se submete a condições degradantes.
O trabalhador da Estrutural que se acidentou dia 16/10 e teve uma lesão no dedo, está “escondido” numa sala da vila das empreiteiras na refinaria. Apesar de não poder desenvolver seu trabalho como mecânico, o trabalhador fica trancado. Sofre em ter que ficar escondido, sofre como vítima, pois tem a marca da dor no seu corpo, e sofre com a exposição pública diante dos seus companheiros de trabalho. Não lhe é dado o direito mínimo, de poder se recuperar da lesão.
Este é só mais um caso, entre tantos outros, pois a gerência da REDUC é escravocrata.

Sindicato dos Trabalhadores na
Indústria e Destilação de
Petróleo de Duque de Caxias
Inaugurado em 26/03/1962