REDUC

REDUC (51)

O Sindipetro Caxias tem pressionado a Gerência Geral da REDUC a compor os acidentes que vêm ocorrendo. Desde janeiro, já são 14 ACIDENTES sem o reconhecimento da gerência de SMS. Os trabalhadores, porém, têm ciência e sofrem com a falta de compromisso dos gestores.
A redução do número mínimo seguro e a saída de centenas de empregados próprios no PIDV fizeram com que os acidentes aumentassem de forma exponencial. Dos 36 acidentes em 2017, 24 ocorreram a partir de julho.
O Sindipetro Caxias tem denunciado estas ocorrências aos órgãos públicos: ANP, MTE, MPT, Prefeitura de Duque de Caxias e a ALERJ, e também da sociedade. O medo está tomando conta do chão da fábrica e o risco grave e iminente está no caminho dos trabalhadores. O Sindicato já conseguiu que a gerência realize três investigações:
1. A companheira, operadora da água, teve o seu dedo amputado ao realizar trabalhos em trânsito nas unidades operacionais. Na ocasião, o presidente da CIPA tentou diminuir a gravidade alegando via mensagem aos trabalhadores de que não era nada de mais: “a operadora foi realizar apenas exames complementares no REDUC D’or”. Como o dedo não era dele, não importa a realidade e sim o que a gerência o indicou a falar. A vítima teve que reimplantar o dedo amputado e sua CAT foi emitida com afastamento de 7 dias, sendo que na realidade ela teve que se afastar do trabalho para tratamento médico por mais de 15 dias. O Sindicato vai brigar pela emissão correta da CAT.
2. No dia 22/09 houve um acidente com caminhão MUNK no Pipe shop 09, Vila dos empreiteiros, ao erguer o casco de um trocador. Depois de exigência do Sindicato, a empresa reconheceu o acidente.
3. No dia 10/08, uma van bateu em um hidrante dentro da Refinaria. Apesar de até hoje não ter sido encontrado o motorista acidentado, a investigação terá como finalidade dar fim a este mistério.
4. No dia 11/09, o técnico de operação do ER/AE, sofreu uma queda em uma canaleta devido ao piso ser irregular. O TO foi encaminhado ao setor médico da REDUC (SMS/SO) e depois levado de carro ao hospital Caxias D´OR. Este caso foi mais uma tentativa de fraude no afastamento do trabalhador por “abonos gerenciais”.
A direção do Sindipetro Caxias trabalha diariamente para que não ocorram acidentes na Refinaria, e para que os que acontecem sejam devidamente investigados e dados seus devidos tratamentos de acordo com as normas regulamentadoras. Veja a lista com os acidentes que aguardam o reconhecimento da gerência e para que sejam investigados pelos grupos de trabalho no portal do Sindipetro Caxias na internet.

O Sindipetro Caxias parabeniza os companheiros José Thiago e Ana Regina, diretores do Sindipetro Caxias, que foram eleitos para a nova gestão da CIPA/REDUC. Parabeniza ainda todos os Cipistas eleitos e suplentes que compõe essa nova frente de luta dos trabalhadores, em defesa da saúde e segurança dento da Comissão Interna de Prevenção de Acidentes. O desafio é prevenir os acidentes. Caso eles aconteçam, é necessária a investigação conforme preconiza a NR-5 para que a refinaria tenha as recomendações, a fim de evitar futuros acidentes. Veja a relação completa dos eleitos no portal do Sindipetro Caxias na internet.

Após a implantação do estudo de redução de efetivo na REDUC, começaram ocorrer acidentes sequenciais. De janeiro a junho, foram 12 acidentes com 12 vítimas e de julho até setembro foram 24 acidentes com 35 vítimas.
Diante desta situação o Sindipetro Caxias solicitou a fiscalização da agência, pois a segurança do processo está comprometida.
Os fiscais da ANP estiveram na refinaria e em seguida o Superintende de Produção de Combustíveis convocou uma reunião, que aconteceu no dia 6/10, com o Sindicato e a gerência geral da refinaria para debater os acidentes.
Dois acidentes se destacaram, o incêndio no pipe-way por falta de gestão de mudança e o vazamento na caldeira com perda de indicação de vazão de água. O Sindicato relatou que estas duas áreas estão muito críticas e deveriam retornar ao Número Mínimo Praticado.
A gerente geral, dona Elza, minimizou os fatos alegando que o incêndio foi um “princípio de fogo” e a ocorrência na caldeira foi uma “falha no processo”, não sendo necessário rever o número mínimo.
Diante da gravidade dos fatos, o superintendente solicitou à refinaria que reavaliasse o Número Mínimo dos setores, Transferência e Estocagem e do Vapor/Elétrica, e que dessem uma resposta ao Sindicato, afirmando que a agência irá continuar fiscalizando a refinaria.

Apenas uma CAT foi retificada com afastamento após a denúncia que o Sindipetro Caxias fez na mesa de negociação com a Petrobrás, sobre a orientação dos gerentes para que não seja emitida ou subnotificada quando, na verdade, deveria ser com afastamento. Porém, ainda existem pelo menos 3 que não foram corrigidas. Além disso, não foram emitidas as Comunicações de Acidente de Trabalho das 15 vítimas de acidentes de trabalho.
Sem contar com o caso mais bizarro, que é o acidente da van que bateu no hidrante da linha de incêndio, ocorrido em 10 de agosto, onde a vítima sumiu. Apesar da denúncia do Sindicato, até hoje não se tem uma vítima, quanto mais a CAT.
Também tem o caso de fraude descarada da empresa TS Engenharia que não emitiu a CAT com afastamento do acidente do trabalhador do hidrojato ocorrido no dia 18/08. A CAT sem afastamento foi autorizada por uma médica da Petrobrás e a empresa fraudou o ponto do trabalhador.
Devido a esta série de acidentes que não são comunicados aos órgãos públicos, a fim de fraudar os índices do MTE e sonegar a Receita Federal do Brasil, o Sindicato está tomando algumas ações para resolver o problema.
Primeiro o Sindicato se reuniu com a gerência geral para tentar buscar uma solução negociada e estamos aguardando resposta. Ocorre, porém, que o procurador do MPT também tem interesse no fato devido a ACPU 01387.2003.048.01.00.7 que se transformou num TAC. Neste TAC, os gerentes executivos da Petrobrás assinaram um compromisso de não mais subnotificar acidentes, registrando todas as CATs. O procurador marcou audiência dia 6/10, mas o Sindicato espera que antes desta data a empresa emita as CATS e retifique as que foram subnotificadas.
Na sequência, o Sindipetro Caxias fará uma denúncia ao MPF sobre sonegação fiscal, devido as não emissões de CAT e subnotificações de acidente.
Nada disso seria necessário se os médicos da refinaria emitissem as CATs de modo correto, sem querer beneficiar as empresas e prejudicar os trabalhadores.

No dia 11/09, durante uma manobra operacional na torre de refrigeração do Coque, U-1362, um Técnico de Operação tropeçou no mato e caiu dentro de uma canaleta. A canaleta tem um metro de largura e três de profundidade, sem guarda-corpo ou barreira física.
Por sorte, o operador caiu em cima de um mato e ficou preso. Ao tentar se impulsionar para sair da canaleta, o mato se desprendeu ficando o trabalhador agarrado na parede. Então, o operador esticou as pernas e fez um apoio com os pés de um lado e as costas do outro. Pouco a pouco, se arrastando para tentar sair da canaleta.
Ao chegar à borda, veio o momento crítico, pois ele teria que jogar as pernas para cima para assim sair da canaleta. Se desse um impulso errado poderia cair deitado na canaleta e morrer afogado no óleo, como o Cabral. Foram momentos de extrema angústia e medo da morte, onde se repetia o acidente do Cabral em sua cabeça.
Com muita força e determinação, o operador conseguiu sair da canaleta. Depois, foi encontrado no chão pela companheira de equipe, mas disse que não sentia dor. Sendo conduzido ao Setor Ocupacional, a médica apenas deu um simples comprimido e disse que poderia voltar ao trabalho.
O caso se agravou, pois além do trabalhador ter sido vítima de um acidente onde lesou seu joelho, tem a questão psicológica de enfrentar a morte de perto. Nada disso foi considerado pela médica.
Após denúncia do Sindicato, foi emitida a CAT sem afastamento no dia 11/09. Porém, no dia 17/09, a vítima entregou um atestado de 30 dias de um ortopedista, mas foi totalmente ignorado. O trabalhador ficou comparecendo à refinaria para realizar o tratamento no SESAO. O Sindicato denunciou novamente a fraude dos médicos do trabalho, sendo emitida uma nova CAT no dia 22/09, afastando o trabalhador até o dia 21/09. Ou seja, queriam que a vítima retornasse a trabalhar sem sequer fazer exame médico e ainda o colocariam na área usando uma bengala.
Novamente o trabalhador foi ao médico ortopedista que manteve seu afastamento, mas ainda aguarda o posicionamento da refinaria. Se trabalha de bengala ou fica afastado para que possa fazer um tratamento em seu joelho e se recobrar diante do acidente de quase morte.

Após o Sindipetro Caxias ter alertado na última mesa de negociação da Petrobrás sobre o incêndio que ocorreu no Pipeway da REDUC, mais uma vez os trabalhadores ficaram expostos à bomba relógio que é a Refinaria. No dia 28/09, por volta das 15h, a REDUC teve uma queda de um alimentador elétrico que elevou o alívio pra tocha por alguns minutos. A chama se elevou a mais de 10 metros, cobrindo o céu com uma fumaça escura, o que causou a parada da U-1790 (desasfaltação).
Apesar de não ter tido vítima e as chamas terem sido controladas pela Brigada, houve prejuízo econômico e poluição ambiental na bacia aérea da Baía de Guanabara. A quantidade de líquido que foi para flare F-1580 foi tanta que pegou fogo na vegetação da base, que não tem poda devido ao corte de custo.
Devido aos diversos focos de incêndio, a Brigada de Emergência levou algumas horas para conter as chamas. O Sindipetro Caxias alerta para o estado de abandono da Refinaria. Pois, com o número de segurança da operação reduzido as unidades correram grande perigo.
Depois de diversas denúncias de acidentes consecutivos na REDUC, a ANP convocou o Sindipetro Caxias para uma reunião no dia 06/10 para debater o assunto.

No dia 20/09, o Sindipetro Caxias esteve presente na reunião com a gerência de Recursos Humanos para apresentar as demandas dos trabalhadores. Nesta reunião a gerência informou que está à disposição dos empregados próprios o atendimento de Assistente Social na REDUC, com o apoio da equipe que fica na Sede, composta por psicólogo inclusive. Aqueles que precisarem devem procurar o SMS-SO (setor de saúde da REDUC). O atendimento é realizado das 08 às 14h, de segunda a sexta-feira.
Alguns outros pontos foram debatidos nesta reunião, tais como o “conta bife”, pessoa que fica contando a quantidade de pedaços de carne colocados no prato do trabalhador, e proibição ao acesso dos motoristas dos ônibus na CCL para usar o banheiro.

Treinamento
O Sindicato recebeu denúncias de que na manutenção os técnicos estão sendo deslocados para trabalhar em atividades que nunca realizaram sem qualquer tipo de treinamento, nem mesmo TLT. O mesmo tem acontecido nas áreas operacionais com os operadores. A REDUC tem sistematicamente deixado de treinar os trabalhadores sob a alegação de que possuem certo tempo de casa. No entanto, lembramos que TLT demanda um tutor e dedicação exclusiva ao treinamento, o que não está sendo observado. A gerência de RH se comprometeu a cobrar das áreas operacionais e da manutenção os planos de treinamento e as evidências dos já realizados.

Conta bife
Não há nada que afaste a ideia de que o motivo é conter gastos, já que não há evidências de que tenha ocorrido algum tipo de estudo sobre a qualidade da alimentação do trabalhador.

Motoristas
O RH da REDUC se mostrou surpreso e até mesmo revoltado por entender que uma questão tão elementar como essa esteja sendo tratada pelas gerências operacionais, privando um trabalhador de satisfazer suas necessidades biológicas. O Sindipetro Caxias tem relatos de motoristas que estão carregando uma garrafa vazia para ter onde urinar.

Acordo de trocas
O gerente de RH/Reduc alega não ter mais poder para fazer acordos regionais. Sendo assim, o Acordo de Trocas teria que ser discutido nacionalmente. Na refinaria, atualmente foi flexibilizada 02 (duas) trocas mensais para os trabalhadores em Regime de Turno, sendo que aqueles que estudam poderão realizar até 01 (três). Para isso, o trabalhador estudante deverá remeter para o RH/Reduc a declaração de matricula pela chave estrutural EDVX afim de criar um cadastro.
Nas trocas, os trabalhadores devem ser respeitar os intervalos mínimos e ainda não devem gerar dobrar.
O sindicato continuará negociando para que se retorne o limite de 05 (cinco) trocas mensais, com a sexta troca somente para os trabalhadores que estudam.

Parada de manutenção
Por fim, foi levada a questão do desrespeito à jornada dos trabalhadores na parada da U-1210. Há denúncias de que pessoas que estavam designada ao HA estavam dobrando no turno e também de que se implantou um regime diferenciado unilateralmente, sem acordo com o Sindicato. O RH alega que não há nenhum registro dessa situação.
O Sindicato solicita então que os trabalhadores que tiveram seu regime de trabalho e/ou PHT alterado(s) que entrem em contato para que se avalie a viabilidade de providências.

O registro de acidentes é uma pedra no sapato dos empregadores. Isso porque quando uma empresa tem um determinado número de acidentes registrados, incide um percentual sobre a folha salarial como forma de punição por oferecer aos trabalhadores um ambiente perigoso.
Na primeira reunião de negociação do Acordo Coletivo de Trabalho realizada no dia 14, a Petrobrás apresentou como uma de suas prioridades para se reerguer a redução de acidentes de trabalho. Não se deve acreditar que seja por preocupação com a saúde dos trabalhadores, mas sim por simples redução de custos.
A Petrobrás sabe que a política de SMS praticada é ineficiente e dificilmente diminuirá os acidentes ocorridos na REDUC. Aliás, os números demonstram que os acidentes só vêm aumentando a cada mês na refinaria, resultado da precarização e da redução irresponsável do efetivo das unidades operacionais.
A saída para os gestores é a subnotificação. Com ela menos acidentes são registrados e assim não comprometem os indicadores da empresa. A REDUC parece ter aderido a esta prática, tentando não registrar os acidentes.
Foi assim no acidente com a TO que teve o dedo amputado durante um procedimento na refinaria. A gerência da REDUC, através do presidente da CIPA, tentou esconder o acidente dizendo aos empregados que não havia acontecido nenhum acidente industrial e que a trabalhadora foi ao hospital apenas fazer exames complementares. Todos sabem que foi encaminhada para um procedimento cirúrgico de reparo do dedo. Outro exemplo foi a tentativa de esconder o acidente com o TO que sofreu uma queda na área, sendo encaminhado para o REDUC D’OR (novo departamento médico da refinaria), a intervenção do Sindicato fez gerar a CAT, mas os médico colocaram sem afastamento. Mais uma vez o Sindicato reclama e sai finalmente a CAT com afastamento.
O Sindipetro Caxias está atento ao registro dos acidentes ocorridos. Pedimos a todos que informem ao Sindicato caso tenham conhecimento de algum acidente no qual a gerência esteja assediando o trabalhador para não registrar a ocorrência. O Sindipetro Caxias luta para que os trabalhadores não sofram acidentes, mas que isso corresponda à realidade, não que seja fruto de subnotificações.

REDUC D’OR : médicos sem escrúpulos
Em outro acidente, ocorrido com um TO, no dia 11/09. Após queda em canaleta, o operador foi ao SESAO e depois encaminhado de carro ao hospital REDUC D´OR. Após a radiografia, o médico não deu atestado ao trabalhador, pois o médico da REDUC disse que iria resolver. Conclusão foi emitida CAT sem afastamento. A vítima está em casa e o afastamento é fraudado através de “abonos gerenciais”.
Em caso de acidente, após serem atendidos no REDUC D’OR, procurem um hospital onde os médicos não estejam submetidos ao poder econômico da Petrobrás e denunciem ao Sindicato.

REDUC mente!

08 Sep 2017 Written by

No dia 02 de setembro ocorreu um acidente com uma técnica de operação na refinaria que gerou grande polêmica. Ao fechar a porta do veículo que utiliza para deslocamento na realização de tarefas de sua função, seu dedo polegar foi esmagado, vindo a sofrer amputação por explosão.
Os diretores do Sindipetro Caxias foram até o hospital Caxias D’or visitar a vítima do acidente, e conversaram com a equipe médica que atendeu a trabalhadora. Os médicos do hospital afirmaram que ela iria ter que passar por cirurgia reparadora na parte do dedo amputada
No entanto, surpreendentemente após o Sindicato soltar a nota via whatsapp para a base, uma mensagem de resposta foi enviada por um trabalhador próprio dizendo que o Sindicato estaria mentindo sobre diversos aspectos do acidente. Estranho é que esta mesma pessoa estava lá no hospital e revisou todo o texto, antes da nota ser divulgada, dando seu aval.
Outro fato curioso, foi que a gerência da REDUC, numa tentativa desesperada de tentar esconder as mazelas causadas pela gestão deficiente, enviou a todos uma nota dizendo que não houve qualquer acidente na refinaria e que a técnica de operação teria apenas ido fazer exames complementares no hospital após o acidente.
Preocupado com a veracidade dos fatos, o Sindicato imediatamente entrou em contato com o trabalhador, que confirmou as informações divulgadas nas redes da entidade, desmentindo tudo o que a gerência da REDUC alegou e também o que a pessoa que tentou distorcer as informações passadas pelo whatsapp disse. Além disso, o cirurgião deu 14 dias de afastamento, enquanto o médico do Trabalho deu 7. A conta não fecha pois o tratamento é longo. O médico terá que reavaliar ou o Sindicato e o trabalhador irão recorrer.
Em tempos de guerra judicial pelo número mínimo, já era de se esperar que a REDUC tentaria mascarar os números e a gravidade dos acidentes ocorridos. No entanto, é lamentável que chegue a tão baixo nível ao mentir descaradamente sobre um acidente em que o trabalhador teve que passar por uma cirurgia após uma amputação por explosão do dedo, dizendo que nada ocorreu e que apenas teria ido ao hospital fazer exames complementares. Infelizmente é esse tipo de pessoas que a REDUC põe na CIPA.
Nesse sentido, o Sindicato repudia a conduta da REDUC de tentar esconder a verdade dos fatos.

Os diretores do Sindipetro Caxias estiveram no SESAO e se surpreenderam ao encontrar um trabalhador em horário de expediente usando muleta. Segundo informações, ele marcou o ponto e estava no SESAO para ser avaliado. Um completo absurdo. O trabalhador está com afastamento do INSS, porém marca o ponto normalmente e se encaminha para uma consulta dentro da refinaria.
Tudo errado. E se o trabalhador sofre um acidente na refinaria? E se o auditor descobre que a vítima continua marcando o ponto? Se alguém descobre que a refinaria não tem ambulatório e nem pode fazer tratamento? Está tudo errado. O correto, orientado pelo padrão é o médico do trabalho ir na casa do paciente e não o contrário.
O Sindipetro Caxias adverte que trabalhador afastado por estar acidentado ou afastado pelo INSS não deve ir à REDUC.

A última reunião bimestral com a gerência de SMS da REDUC ocorreu no dia 14/08. Como de costume, o Sindicato apresentou as reivindicações na pauta, incluindo as demandas dos trabalhadores.
Desta vez, tivemos retorno positivo do funcionamento do ar condicionado da CCL da U-1720/30/40, uma demanda antiga, que agora está operacional. Outras demandas estão sob tratamento e as respostas ficaram de ser apresentadas em breve.
Também foram tratados assuntos com o representante do RH que estava presente para tentar dar andamento antes da reunião específica com o RH da REDUC, tais como treinamento de pessoal de manutenção, que está sendo deslocado para funções que não dominam sem o devido treinamento - em especial na instrumentação, relação de técnicos de manutenção próprios da REDUC, tratamento do não retorno da dobra, dentre outros.
Infelizmente esbarramos em contradições da própria empresa em alguns pontos. Ao mesmo tempo em que o O&M estabelece que as unidades operacionais partem e param sem intervenção humana, a REDUC se nega a restabelecer o automatismo de sistemas precarizados e hoje em manual, alegando não haver riscos a operação em manual. Sabemos que mesmo tendo sido consideradas as medições com o equipamento em manual (medições estas em grande parte inconsistentes), a filosofia do próprio O&M nos remete à ideia de automatização das plantas. Há diversas válvulas na REDUC que deveriam estar automatizadas, mas a gerência insiste em contrariar o O&M.
Nesse sentido, o que se entende é que na hora de defender o O&M perante o judiciário a REDUC é o “País das Maravilhas”. Mas na hora em que o Sindicato põe na mesa a realidade da Refinaria e sua dissonância com o O&M, a resposta é que o SMS não tem conhecimento do estudo.
O Sindicato continua trabalhando no sentido de mostrar que a redução irresponsável do efetivo da refinaria é um risco para toda a força de trabalho e para a comunidade do entorno da fábrica.

Sindicato dos Trabalhadores na
Indústria e Destilação de
Petróleo de Duque de Caxias
Inaugurado em 26/03/1962