20.02 | Dia Nacional de Luta em defesa da Previdência Social e Contra o Fim da sua Aposentadoria

 

A CUT e demais centrais sindicais estão convocando para a próxima quarta-feira, 20, o ato nacional contra a PEC da Reforma da Previdência, que deve ser encaminhada ao Congresso Nacional e prevê idade mínima de 65 anos para homens e 62 para mulheres. De acordo com a CUT as propostas sinalizadas pela equipe econômica do governo Bolsonaro praticamente acabam com o direito à aposentadoria de milhões de brasileiros e brasileiras.

A concentração está marcada para as 15h, na Av. Rio Branco, altura do metrô da Carioca. A direção do Sindipetro Caxias convoca todos os petroleiros para participarem do ato e usarem nosso tradicional jaleco laranja.

 

Mobilizações

Neste dia, acontecerá também a Assembleia Nacional da Classe Trabalhadora, que reunirá trabalhadores e trabalhadoras de diversas categorias e regiões do país em São Paulo para definir um plano de lutas unitário contra a proposta de reforma da Previdência do governo de Jair Bolsonaro (PSL/RJ). Outras ações descentralizadas, como atos, assembleias, panfletagens e diálogo com a base, também estão previstas para ocorrer no mesmo dia ou em outros dias em estados como Bahia, Ceará, Rio de Janeiro, Piauí, e Santa Catarina.

 

Veja os locais:

 

Assembleia Nacional da Classe Trabalhadora

10h - Praça da Sé, centro de São Paulo

Atos e mobilizações (em atualização)

 

Amapá

Ato em frente ao prédio do INSS de Macapá

 

Bahia

10h – Ato em frente a Previdência Social do comércio

 

Ceará

6h - panfletagem nos terminais de ônibus em Fortaleza

11h – panfletagem na Fábrica Guararapes

13h30 – panfletagem na OI/Contax.

15h - panfletagem nas ruas do centro e Tribuna Livre na praça do Ferreira

 

Maranhão

Ato unificado - horário e local a definir

 

Piauí

8h30 - Assembleia da Classe Trabalhadora do estado, em frente ao Prédio do INSS - Praça Rio Branco - centro de Teresina

 

Rio de Janeiro

15h – Ato no Boulevard Carioca, esquina com a Av. Rio Branco

 

Rio Grande do Norte

14/02 - Jornada sindical rural em defesa da Previdência

20/02 - Plenária Unificada - horário e local a definir 

 

Rondônia

11/02 a 15/02 - Plenária estadual

 

Rio Grande do Sul

14/02 - Ato Unitário contra a reforma da Previdência

18h - Esquina Democrática, em Porto Alegre

 

Santa Catarina

15h - Ato no largo da Catedral, no centro de Florianópolis

 

Sergipe

Assembleia Estadual em Aracaju - horário e local a definir

 

Tocantins 

16/02 - Plenária Unificada Estadual

Devido ao alerta de fortes chuvas na região do Rio e Grande Rio, a sede do Sindipetro Caxias fechará hoje às 14h.

A direção do sindicato ficará em plantão via celular para qualquer emergência.

Pagamento da anuidade de Registro Profissional para técnicos tem prazo até dia 15/02

Os trabalhadores do Sistema Petrobrás que possuem cargos de nível técnico e de nível superior que exigem registro em Conselho de Classe para o exercício das atividades devem apresentar comprovante de pagamento da anuidade do Conselho de Classe relativo ao exercício 2019 até o dia 31/03/19, de acordo com comunicado da empresa.

Os trabalhadores de nível técnico têm até o dia 15/02 para realizar o pagamento da anuidade pelo Conselho Federal dos Técnicos com desconto ou até o dia 31/03 pagamento regular. Os técnicos industriais que antes tinham seu registro emitido pelo sistema Confea/CREA, passaram a ser representados em 2018 pelo CFT – Conselho Federal dos Técnicos Industriais, a partir da Lei nº 13.639.

Para emissão do boleto de pagamento da anuidade do Registro, os trabalhadores devem acessar o portal do Conselho e providenciar o cadastramento nos Serviços Online do CFT (https://servicos.sinceti.net.br/). Além disso, o acesso permite conferir e atualizar os dados pessoais e profissionais migrados do sistema Confea/Crea, bem como emitir certidão de regularidade, carteira profissional, etc. A guia para pagamento da anuidade 2019, a princípio, será enviada para o e-mail / endereço cadastrado.

Também de acordo com a empresa, a partir deste ano, a comprovação de regularidade será efetuada a partir de abril/2019. Importante ressaltar que o Conselho Regional dos Técnicos Industriais do estado do Rio de Janeiro ainda está em processo eleitoral. Como será a primeira gestão, ainda não há órgão habilitado nessa região. Os trabalhadores devem apenas pagar o boleto referente ao Conselho Federal.

Suspensa desde julho por decisão do ministro do STF Ricardo Lewandowski, a venda de refinarias, parte do plano de desinvestimento da Petrobras, voltou ao noticiário na quarta-feira 5 com a abertura de processo no Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) para investigar eventual abuso do poder de mercado.

 

A ação surge como nova justificativa para prosseguir no desmonte da estrutura da empresa, agora que a melhora da sua situação financeira enfraquece o argumento da suposta necessidade de privatizar às carreiras as controladas e outros ativos para reequilibrar suas contas. As refinarias da petroleira atendem a 95% do mercado e obedecem ao artigo nº 177 da Constituição Federal, que estabelece o monopólio da União na pesquisa e lavra das jazidas de petróleo e gás natural e a refinação do petróleo nacional ou estrangeiro.

 

As etapas de refino, transporte e distribuição percorridas pelo petróleo desde a sua extração até a entrega de derivados nos postos de serviço gasolina agregam valor ao óleo bruto. Possibilitam ainda transferir de modo gradual as variações da cotação em dólar do petróleo no mercado internacional aos preços internos em reais dos derivados. Assim foi feito durante os governos do PT, esclareceu o ex-presidente da Petrobras José Sergio Gabrielli em entrevista a esta revista. 

 

Nesse período, “os preços dos derivados eram ajustados em ciclos longos, levando-se em conta as expectativas de variações futuras da taxa de câmbio, do preço do petróleo, do preço dos derivados e do mercado interno brasileiro. Além disso, os acionistas tiveram os maiores lucros da história da Petrobras e o valor de mercado da empresa atingiu seus picos históricos”. A política do ex-presidente Pedro Parente, de repasse imediato e direto das variações da cotação externa do petróleo aos derivados vendidos em reais no País, provocou a greve dos caminhoneiros e a queda do tucano no primeiro semestre.


“Abrir mão do controle da atividade de refino retira do País a capacidade de realizar uma política de preços de combustíveis que não seja a de livre flutuação. Em outras palavras, limita a possibilidade de estabelecer mecanismos de amortecimento de impactos dos preços de petróleo e do câmbio utilizando, ao menos em parte, os excedentes obtidos na etapa de produção. Além de retirar um instrumento estratégico, é armadilha perigosa, pois somos uma economia que sofre com ampla volatilidade cambial e, nos últimos anos, os preços de petróleo vêm enfrentando grande volatilidade”, chama atenção o economista José Augusto Gaspar Ruas, professor da Faculdade de Ciências Econômicas da Facamp, de Campinas.

 

O tabelamento do frete decidido por Temer para debelar greve de 2017 não resolveu o problema, mostra a ameaça de nova greve dos caminhoneiros, que na segunda-feira 10 interditaram trechos de rodovias no Rio de Janeiro e em São Paulo contra a decisão do ministro do STF Luiz Fux, que suspendeu a cobrança de multas a empresas que não cumpram o acordo de pagamento mínimo estabelecido na tabela do governo.

 

As chances de solução duradoura do problema dos reajustes de preços dos derivados serão ainda menores, entretanto, caso Bolsonaro cumpra sua promessa de privatizar “em parte” a companhia.

 

Ou seja, vender o que ainda resta da estrutura verticalizada formada por firmas controladas encarregadas do transporte, refino e distribuição para restringi-la às atividades de prospecção e extração de petróleo e gás. Um mau caminho, pois, como explica Ruas, embora desde os anos 1970 a produção de petróleo seja a atividade mais lucrativa do setor, possuir ativos na etapa de refino e distribuição permite às grandes companhias auferir receitas estáveis e positivas ao longo do tempo, enquanto aquela é mais volátil e dependente dos ciclos internacionais de preços.


Queridinho do mercado, Parente depôs na terça-feira 11 à Justiça Federal de São Paulo como réu em ações populares movidas pela advogada Raquel Sousa, da Federação Nacional dos Petroleiros, por venda sem licitação da Termobahia, do Campo de Lapa e de parte do Campo de Iara, no pré-sal da Bacia de Santos, e da Transportadora Associada de Gás, controlada da Petrobras proprietária de gasodutos com 4,5 mil quilômetros de extensão no Norte e no Nordeste. A venda irregular foi feita para a Total, petroleira francesa com alentado histórico de corrupção. O próximo a depor nos mesmos processos será o sucessor de Parente na presidência da companhia, Ivan Monteiro.

 

Bolsonaro e seu ministro da Fazenda Paulo Guedes dizem que a privatização visa baratear os combustíveis, mas não mostram dados para demonstrar sua afirmação. Números da própria Petrobras provam, no entanto, que o custo médio do refino no País, em torno de 2 dólares o barril, é inferior ao obtido nas suas sucursais externas, na casa dos 3 dólares, afirmou Paulo Cesar Ribeiro Lima, ex-funcionário da estatal e ex-consultor do Congresso, em audiência pública sobre o tema na Câmara na terça-feira 4. Não é o único problema. “A Petrobras, se você quiser vender porque é privatista, então venda, mas como empresa integrada, verticalizada.

 

Agora, não faça isso, não desverticalize e não tire o refino, não tire os dutos, não tire os terminais, porque com isso ela perde valor. Se a Shell, a ExxonMobil ficarem sem o refino, sem a distribuição, elas também perdem valor”, disparou Lima. “Enquanto o mundo todo diversifica com distribuição, refino, petroquímica, química, geração de energia elétrica, a empresa brasileira vai na linha de concentração, só quer dedicar-se à exploração e à produção e com foco no pré-sal. Se a Petrobras quiser acabar, eu diria que esse plano de negócios e gestão é muito bom, porque vai significar o fim da empresa daqui a alguns anos. Agora, se o foco for pela continuidade da empresa, a sua administração está na contramão do que ocorre no mundo”, acrescentou.


Os EUA, disse, produzem 13 milhões de barris por dia e têm um parque de refino de 18 milhões. A China, com uma produção de 3,85 milhões, tem uma capacidade de refino de 14,51 milhões, maior do que o consumo chinês, que é gigantesco, de 12,80 milhões. Na Rússia, o volume da estrutura de refino é o dobro do consumo e só é menor que a produção porque a Rússia é grande exportadora.

 

O Brasil, entretanto, tem um parque de refino de 2,29 milhões de barris ante uma produção 2,73 milhões, enquanto o consumo de derivados é de mais de 3 milhões. “A importação de 800 mil barris de petróleo por dia não faz o menor sentido. Deve-se em muito à capacidade ociosa das refinarias da Petrobras, para a qual também não existe justificativa técnica”, sublinhou Lima. As grandes petrolíferas mundiais, a exemplo da ExxonMobil e da Shell, têm estrutura verticalizada e capacidade de refino maior que a de produção.


A complacência de boa parte da sociedade diante do desmonte e venda da Petrobras reflete um trabalho sistemático da mídia. “A empresa sofreu um ataque severo ao longo dos últimos anos na imprensa. Seu nome foi associado à corrupção de maneira muito agressiva e hoje uma parte importante da população acredita que sua privatização ou redução de sua força econômica possa trazer algum benefício ao país. Esse contexto abriu espaço para políticas que nos colocam, mais uma vez, na contramão da história. Enquanto todos os Estados Nacionais estão protegendo suas empresas estratégicas e de infraestrutura, nós nos esforçamos para entregar as nossas”, aponta Ruas.

 

Há um enorme engano da opinião pública, concorda Lima. “A gente acha que as privatizações e os desinvestimentos da Petrobras são importantíssimos, que sem elas não há a redução da dívida, mas não é nada disso. A grande fonte de recursos é a geração operacional de caixa projetada pela empresa em 158 bilhões de reais de 2017 a 2021, enquanto essas privatizações totalizam apenas 19 bilhões, valor pequeno nesse total de recursos gerados. Há uma ânsia para reduzir a alavancagem (dívida em relação ao capital próprio) em curtíssimo prazo se desfazendo de ativos estratégicos, o que tecnicamente não faz o menor sentido.”

 

Com o refino privatizado, os preços dos derivados flutuariam sempre

 

Os 27 bilhões de dólares angariados até agora com a venda às pressas de ativos prejudicaram a companhia em nome da suposta urgência de reequilibrá-la financeiramente. Além disso, esse resultado retira qualquer justificativa para prosseguir no chamado desinvestimento. Várias das privatizações são absurdas, caso da venda da transportadora de gás Nova Transportadora do Sudeste, NTS, que lucrou 3 bilhões de reais em 2015, para a canadense Brookfield, em abril, por 17 bilhões. Por conta da transação, a Petrobras terá de pagar no mínimo 2,97 bilhões anuais pela utilização da rede completa que antes lhe pertencia. A NTS detém autorizações para operar 2 mil quilômetros de gasodutos na Região Sudeste e toda sua capacidade de transporte, de 158 milhões de metros cúbicos por dia, está contratada pela petroleira brasileira. Os lucros do novo braço da Brookfield deverão triplicar após a entrada em produção dos campos gigantes do pré-sal, preveem vários analistas do mercado de capitais. O caso da NTS resume bem o tipo do interesse que dá rumo à dilapidação da empresa pública.

 

[INEEP]

Nossa reunião de aposentados e pensionistas foi ótima e com auditório cheio e nosso próximo encontro já está marcado.

Devido ao feriado do carnaval, a próxima reunião de aposentados e pensionistas será no dia 12/03, a partir das 10h, na sede do Sindipetro Caxias. Neste dia, também acontecerá nosso tradicional almoço de confraternização.

A cozinha nova da Reserva dos Petroleiros, em Tinguá, está quase pronta. Agora entramos na fase final dos acabamentos.
A construção desta nova infraestrutura foi toda pensada para melhor atender aos sócios e pensando na segurança de todos, já que a antiga foi condenada devido a rachaduras e teve que ser colocada abaixo.

Veja algumas fotos:

      

Com 150 mortos confirmados e 182 desaparecidos, a tragédia anunciada de Brumadinho trouxe à tona uma das deturpações causadas pela reforma trabalhista, que limitou a indenização das vítimas por “dano moral gravíssimo” a 50 vezes o valor do salário.
Na prática, significa que os trabalhadores e familiares das vítimas da Vale que cobrarem na Justiça dano moral receberão indenizações diferentes, de acordo com os seus salários, de no máximo 50 remunerações. Ou seja, a reforma trabalhista herdada dos golpistas estipulou que a vida vale 50 vezes o salário do trabalhador. Quem ganha mais, vale mais.
“Se um trabalhador morre no trabalho, a família pode reivindicar na Justiça do Trabalho, uma indenização pelo dano moral significado pela morte.
A condenação do patrão dependerá de a família conseguir comprovar a culpa do patrão, ou seja, que o acidente decorreu de negligência, imperícia, ou imprudência do patrão, ou que se deu em situação na qual o patrão tinha responsabilidade total pela vida da vítima; claro, dependerá também da boa vontade do juiz.
Essa indenização terá um teto de 50 vezes o último salário do falecido. Além desse valor, serão devidas somente as verbas trabalhistas e, no máximo, uma pensão aos dependentes econômicos do falecido, em percentual do salário. Claro, isso se o juiz assim decidir. O fato é que a vida, em si, vale no máximo 50 salários”, explica o assessor jurídico da FUP, Normando Rodrigues.
Segundo apurou o jornal Brasil de Fato, entre mortos e desaparecidos em Brumadinho, 130 eram trabalhadores diretos da Vale e 179, terceirizados ou moradores. No local, trabalhavam 613 empregados diretos.

Muitos trabalhadores que escolheram manter o seu PCAC, que é uma conquista da luta coletiva, no lugar de apertar o botão do tentador PCR, hoje estão sendo claramente discriminados pela empresa no que diz respeito as progressões automáticas de níveis (18 meses e 24 meses). Que não foram concretizadas no mês de janeiro de 2019. Ao contrário dos trabalhadores que aderiram ao PCR, que não sofreu atraso na programação dos níveis.
O Plano de Cargos vigora desde 2007 na companhia sem dificuldades. Mas com o surgimento de um novo plano de interesse da empresa, os trabalhadores que decidiram não vender sua conquista estão sendo punidos. A direção do Sindipetro Caxias pediu explicações ao RH da REDUC que informou que no contracheque de fevereiro dia 25 estará regular a distribuição das letras com seus respectivos registros na FRE. A direção do Sindicato cobrará atuação da companhia para respeitar e cessar com a discriminação dos trabalhadores que estão no PCAC.

De uma forma imprudente e colocando a vida dos trabalhadores em risco a gerência da Refinaria tirou um técnico de operação de painel que monitorava as unidades URE-3300 e URE-3350 e outro técnico também de painel nas U-2900 e U-2950. Agora, para evitar as horas extras por conta do baixo efetivo mudaram e há 1 técnico de painel sozinho para atender as mesmas 4 unidades.
Há uma lista extensa de acidentes graves que ocorreram neste setor onde quase morreram petroleiros pela má gestão em manutenção das unidades, condição e natureza perigosa dessas plantas operacionais.
A atual gerência tem conhecimento do histórico de acidentes, da complexidade e do tamanho destas unidades que exigem mais trabalhadores observando suas variáveis e, que a qualquer descuido, pode levar a uma grande tragédia na vida de todos os petroleiros.
A abertura de concurso público, a contratação de mais trabalhadores, a reposição do efetivo têm de ser prioritária para acabar com a sobrecarrega de trabalho. Os trabalhadores estão sendo levados a exaustão pela sobrecarga de suas atividades e assim comprometendo a sua saúde e a vida dos petroleiros por conta da insegurança das unidades industriais. A integridade física dos trabalhadores precisa ser preservada e o Sindipetro Caxias e a categoria petroleira necessita do retorno do acompanhamento operacional como era antes nas unidades do HDT e HDS.
O modus operandi da REDUC na época comprometia todas as certificações de SPIE no Sistema Petrobrás, já que os gerentes tinham carta-branca para maquiar o processo e induzir as auditorias a erros. O resultado destas fraudes foram acidentes seguidos, como mostram os últimos fatos ocorridos na Refinaria. O descaso com a redução de efetivos e o descumprimento rotineiro de acordos e legislações foram alguns dos fatos relatados pelos petroleiros.

 

LISTA DE ACIDENTES

 

21 novembro de 2015 -
Incêndio na U-3350, unidade de recuperação de enxofre da REDUC. O Gerente Geral não ordenou a parada da unidade para manutenção, a operação seguiu com a unidade vazando H2S, que é letal a 10 ppm. A Refinaria manteve a produção normal, jogando em cinco dias cerca de 200 toneladas de particulado de enxofre sobre a cidade de Duque de Caxias e toda Região Metropolitano do Rio de Janeiro.

O H2S é um elemento altamente poluente e um dos mais temidos agentes de risco existentes, conhecido também como Gás de Ovo Podre, Gás de Pântano ou Gás da Morte. Despejado nessa quantidade na atmosfera, o H2S pode provocar chuva ácida.

Moradores de Campos Elíseos reclamaram do mau cheiro junto à Prefeitura de Caxias.
A direção do Sindicato denunciou esse crime ao Ministério Público Ambiental, ao INEA e à imprensa.

 

22 fevereiro de 2016 - O Técnico de Operação Fábio Cardoso Xavier desmaiou na área da U-2900 devido à intoxicação por gás sulfídrico. O TO estava na área e sentiu um forte cheiro de H2S e logo começou a passar mal. Ele solicitou pelo rádio apoio e desmaiou em seguida. Companheiros do Grupo foram na área e encontraram Fábio já desacordado, removendo-o para o Setor de Saúde.

Fábio sofreu uma pancada na cabeça e ficou com hematoma. Ele ficou uma noite em observação e foi liberado. O Sindicato enviou ofício à REDUC cobrando a CAT (Comunicação de Acidente de Trabalho), que só foi emitida 38 depois. Também foram solicitadas informações sobre o estado de saúde do trabalhador.

No dia 26, a gerência informou que não houve acidente e que o caso foi considerado apenas um “mal súbito”. Fato contestado pelo Sindicato, que cobrou providências dos gerentes de RH e SMS. MTE interditou a U-2900. Os Auditores Fiscais do MTE lavraram o Termo de Interdição no dia 10 de março, devido a RISCO GRAVE E EMINENTE, da Unidade U-2900, Tratamento de Água Acida, devido à gravidade do acidente e grande probabilidade de ocorrências.

Os gerentes de SMS e de Combustível assinaram o Termo e foram obrigados a parar imediatamente toda unidade. A U-2900 ficou interditada por 11 dias.

 

5 de setembro de 2016 - O teto do tanque que armazena enxofre líquido em temperaturas superiores a 100ºC, caiu devido às más condições de manutenção do local. Não havia trabalhador no local, pois a subida nos tetos está proibida devido à morte do Cabral. Se não fosse isso, mais uma tragédia poderia ter acontecido.
No mesmo dia, o Sindicato solicitou à REDUC não partir a U-3300 sem antes uma vistoria do MTE, mas a gerência da Refinaria negou, pois tinham pressa na partida. O sindicato denunciou o caso ao fiscal.

 

18 de abril de 2017 - Técnico de operação da U-3300 (URE – Unidade de recuperação de Enxofre) foi atingido por condensado vindo de um purgador recém instalado de forma inapropriada. O operador foi atingindo pelo jato quente de condensador e teve queimadura na perna.

 

18 de junho de 2017 - Acidente em serviço de raqueteamento de linha de gás ácido. Escape de gás sulfidrico em abertura da PV-1 (Válvula de pressão) na U-3350.

O Técnico de Operação e Técnico de Segurança Industrial tiveram mal estar: vômitos e desmaios. O que causou a queda do TO da plataforma de 15 metros e ficou pendurado na escada tipo marinheiro com corte profundo na cabeça, conduzido para o hospital. Não houve emissão de CAT do técnico de segurança.

 

25 de outubro de 2017 - Ocorreu mais um grave acidente na REDUC na U-3350, Unidade de Recuperação de Enxofre-URE, na caldeira GV-1, por volta das 21 horas. A unidade voltava de manutenção e estava em processo de aquecimento com Gás Combustível quando o refratário da câmara de combustão, que opera a 1000ºC, desmoronou e a chaparia do equipamento sofreu estresse térmico.

A incidência da chama sobre a chaparia derreteu o isolamento térmico, fragilizando o corpo da caldeira que ficou rubro e foi levada a fadiga. A chapa chegou a ficar incandescente, e depois de esfriada apresentou fragilidade.

Uma equipe da Inspeção de Equipamento chegou a quebrar com o martelinho picotador o corpo do costado da caldeira que ficou toda furada parecendo queijo suíço. Este acidente ocorreu por falta de efetivo, pois não tem Técnicos de Operação suficiente nas unidades devido ao estudo O&M-Organização de Mentiras, realizado pela Petrobrás.

A direção do Sindipetro Caxias denunciou mais este grave acidente a ANP, MTE e a Comissão de Certificação da NR-13.

A gerencia querendo retornar com a U-3350, o mais rápido possível ao invés de convocarem o fabricante, colocaram um “bacalhau” gigante. Caso a caldeira estivesse operando com Gás Acido, teríamos uma contaminação de H2S que poderia ter causado a morte de muitos trabalhadores.

 

26 de julho de 2018 - Acidente com trabalhador terceirizado da URE. Intervenção em pote de selagem. Foi levado pro hospital para dar ponto na boca.

 

20 de agosto de 2018 - Ocorreu um vazamento de gás combustível em uma linha da U-3300 que superaqueceu.

 

31 de agosto de 2018 - Vazamento de H2S faz onze vítimas de insegurança na REDUC. Às 15h20, durante o processo de partida operacional depois de passar por uma manutenção programada na unidade de Hidrotratamento (HDT) de QAV e Diesel (U-2700), ocorreu um vazamento de gás H2S na linha do flare da unidade.

Durante o acidente, uma equipe de profissionais estava abrindo a linha do flare para a instalação de uma raquete e quatro trabalhadores terceirizados da empresa Herbert Engenharia que estavam próximos desmaiaram na área devido a contaminação pelo gás. Eles foram removidos para o setor médico da refinaria.

No final do dia, o vazamento já tinha sido contido pela brigada de incêndio e pelos operadores da unidade. Os trabalhadores acidentados já estavam estáveis e fora de risco de morte.

A direção do Sindipetro Caxias alerta a todos os trabalhadores a prezarem por suas vidas, usem os equipamentos de segurança e usem seu direito de recusa ao perceber situações de risco.

 

15 de novembro de 2018 - Técnico de operação quebra a perna em piso desregular e escorregadio na U-2700.

Na semana de 04 a 08 de fevereiro, houve na REDUC uma auditoria interna como simulado para a auditoria oficial do IBP - Instituto Brasileiro de Petróleo e Gás, com objetivo de conseguir a que volte a certificação do SPIE - Serviço Próprio de Inspeção de Equipamentos, que deverá ocorrer no segundo semestre deste ano ou no início do próximo.
Pela primeira vez, o Sindipetro Caxias e a CIPA foram convidados a participar, lembrando que para a certificação oficial ambos são convidados a se posicionarem. A REDUC perdeu sua certificação do SPIE há três anos, devido a fraudes no contrato de manutenção dos tetos de tanques, o que, infelizmente ocasionou a morte do companheiro Luiz Augusto Cabral de Moraes.


A direção do Sindipetro Caxias deixou claro para os auditores que não é contra a conquista do SPIE, porém, questionou a real situação da Refinaria e se ela está pronta para ser certificada? Segundo nossa avaliação e, principalmente após caminhar junto com os auditores pela empresa, entendemos que muito ainda deve ser feito pela gerência da Petrobrás para que tal pleito se realize.
Alguns exemplos disso são os acessos aos tanques estão em estado lastimável (acessar tetos de tanques está proibido pelo MTE), o Forno 4 (chaminé) da URE (incinerador de amônia) só está em pé graças às treliças que o ancoram, o jeitinho em transformar Engenheiros Metalúrgicos em PH (via CRQ, já que o CREA não permite), os Técnicos de Manutenção atuando como Técnicos de Inspeção, entre outras pendências.


Estamos cientes que a REDUC melhorou no último semestre, porém, muito há de ser feito para que seja considerada um exemplo de Refinaria no sistema Petrobrás.
Na entrevista com os auditores, na segunda-feira (04/02), o diretor do Sindipetro Caxias, Simão Zanardi, foi taxativo em dizer que a Gerência Geral da REDUC precisa se empenhar ao máximo para acertar os problemas da refinaria, porque o SPIE é muito mais que redução do tempo de manutenção das unidades de processo, mas segurança das instalações industriais e, principalmente, da vida da força de trabalho.

Para inglês ver

Na sexta-feira (08/02), os auditores da Petrobrás fizeram a apresentação de seu trabalho para a gerência, Sindipetro Caxias e CIPA. No final o auditor chefe informou que por eles a Refinaria está apta a conquistar a recertificação do SPIE. Após a apresentação, apenas o GGA usou da palavra, porém, o Sindipetro Caxias entende que a REDUC ainda não fez o dever de casa pra ter acesso à certificação do SPIE, devendo antes acertar muitas das coisas que estão erradas dentro da refinaria.
É importante ressaltar que o interesse da empresa em retornar com a certificação não é para garantir a saúde e qualidade de vida dos trabalhadores, mas para baratear seu valor de venda. Sem o SPIE a empresa fica mais cara, pois é necessária a manutenção dos equipamentos em um espaço de tempo mais curto, o que gera mais gastos para a empresa.

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Sindicato dos Trabalhadores na
Indústria e Destilação de
Petróleo de Duque de Caxias
Inaugurado em 26/03/1962