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Incêndio na subestação da Casa de Força pára a Reduc PDF Imprimir E-mail
Escrito por Administrator   
Seg, 08 de Março de 2010 13:05

 

No domingo, 28 de fevereiro, por volta das 16:30 horas, ocorreu um grande incêndio na subestação principal da U-2200 (Casa de Força) que provocou a parada da Refinaria Duque de Caxias – Reduc. Felizmente, não houve vítimas. A U-2200 é responsável pela geração de energia elétrica, vapor e outras utilidades essenciais para o funcionamento da refinaria que ainda se encontra em emergência. Todas as unidades de processamento foram paradas por falta de energia.

 

A cada dia em que fica parada a Reduc deixa de processar 240 mil barris de petróleo. Unidade mais complexa do sistema Petrobrás, a refinaria produz mais de 50 derivados e é a maior produtora de lubrificantes do país. As plantas de gás natural, que abastecem os consumidores residenciais, postos de combustíveis e importantes indústrias, foram paradas. As unidades produtoras de querosene de aviação, gasolina e diesel também ficaram inoperantes. Apesar de a Reduc ter estoque de derivados para cerca de 10 dias, o bombeio dos produtos ficaram paralisados durante a última semana por falta de energia. Com isso, ainda há risco de ocorrer desabastecimento no Estado do Rio de Janeiro.

As possíveis causas do acidente na Reduc foram a infiltração de água de chuva nos painéis elétricos da Casa de Força e a falta de investimento em manutenção. Os telhados das casas de controle das unidades estão em péssimo estado. O Sindipetro Caxias, recentemente, pediu a interdição do Laboratório devido a infiltrações similares, que destruíram equipamentos avaliados em mais de 270 mil reais, e à falta de manutenção no sistema de ar condicionado. Todas as unidades de processamento e utilidades também estão em mau estado geral de conservação.

Devido à falta de segurança das unidades da refinaria, o Sindipetro Caxias pediu a intervenção do Ministério Público do Trabalho – MPT, do Ministério do Trabalho e Emprego – MTE e do Instituto Estadual do Ambiente – INEA.

Na visão do Sindicato, somente uma mudança na gerência da Reduc e um pacto entre os trabalhadores e a administração poderá recuperar a sustentabilidade do negócio.

Acidente na subestação da Casa de Força não foi o primeiro

Diz o ditado popular: “Um raio não cai duas vezes no mesmo lugar”. Não é exatamente o que vem ocorrendo na Reduc. E não há qualquer coincidência nisso. No dia 15 de março de 2008, em razão de infiltração de água de chuva proveniente de vazamento do telhado da unidade U-2200, o cubículo de um alimentador dessa mesma subestação que pegou fogo na Casa de Força sofreu uma explosão seguida de incêndio que foi apagado com uso de extintor. Os plásticos colocados sobre os painéis não conseguiram impedir o acidente. Não houve vítimas. Na época, apenas esse cubículo sofreu reparos e com o estrito objetivo de normalizar o mais rapidamente possível o alimentador danificado. Nenhum tipo de manutenção preventiva foi realizado no restante do painel elétrico.

Recentemente, no final de 2009, as caldeiras da unidade U-2200 passaram por uma Parada de Manutenção programada, mas o painel elétrico da subestação principal da Casa de Força também não recebeu qualquer tipo de manutenção preventiva ou corretiva, embora, do ponto de vista dos trabalhadores, fosse necessário.

Portanto, pode-se concluir que o incêndio ocorrido na subestação não foi mera coincidência, mas fruto do descaso com a segurança das instalações e dos trabalhadores. A única coincidência que se pode apontar, nesses dois casos, foi o fato de não ter causado vítimas, apesar do alto potencial de gravidade, inclusive para os trabalhadores das unidades da refinaria que foram paradas em emergência.

 

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